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:: Nossa Identidade ::


Nenhum povo se organiza sem trazer uma proposta e sem assumir uma identidade. Por 1700 anos a Igreja Católica Apostólica Romana se assume como a “Igreja fundada por Jesus”, a única cujos sacramentos são reconhecidos e fora da qual não há salvação, já que as chaves do reino do céu lhe foram dadas de maneira eterna e intransferível. Esta igreja não precisa ser media pela Bíblia, já que o Jesus da igreja lhe deu autoridade para atar ou desatar qualquer doutrina bíblica sob a garantia de que o céu se inclina ante o comando dos prelados romanistas num sistema em que o céu é servo da igreja e não a igreja necessariamente serva do céu.


Para as igrejas reformadas, (luteranas,  calvinistas, zuinglianas) fundadas a 500 anos a verdadeira igreja não se identifica por nome e nem mesmo por sua origem, mas pela doutrina que deve se submeter à autoridade da Bíblia e não à sua própria autoridade já que o próprio Messias disse: “Vós sereis meus discípulos se fizerdes o que eu vos mando.” Uma vez que Yeshua ensinou que ele é caminho, a verdade e a vida e que aquele que crê nele e salvo para sempre, e Roma ensina que ninguém chega ao céu sem passar pela Igreja Católica e que ninguém pode ser salvo sem a sua  mediação, os reformados ensinam que Roma é a obra magna do engano, e que a verdadeira igreja é composta pelos crentes em Yeshua, não importa onde estejam.


Por sua vez as Igrejas Batistas sustentam a 400 anos que a verdadeira igreja está sob a obrigação de afastar-se de todos os enganos romanistas inclusive o dolo do batismo por aspersão e seu irmão ainda maior, o pedobatismo que dispensa os batizandos tanto da consciência do ato como o arrependimento e do compromisso de uma nova vida. Assim, deve a verdadeira igreja não só ensinar que somos salvos por graça sem as obras, mas que os salvos devem ser imersos nas águas como testemunho público de que acreditam que são salvos pela vida, morte e ressurreição de Maschiach e de maneira consciente sem o testemunho dos padrinhos que não é só inócuo, mas também contrário à palavra. Num passo mais avançado, os batistas do sétimo dia juntaram à restauração judaico-bíblica do batismo também o descanso e a santificação do shabat, sob a alegação de que esse é o selo eterno de Elohim para seu povo, razão pela qual o guardam a mais de 380 anos. 


Já os mórmons, surgidos a 190 anos, embora tenham uma corrente sabatista muito pouco influente, tornaram-se fortes como guardadores do domingo apresentando-se ao mundo como as outras ovelhas. Eles acreditam que os descendentes de Israel vieram a América muito antes de Colombo e agora estão sendo restaurados à verdadeira fé por meio da mensagem de Josef Smith e dos profetas vivos que o substituíram.  Esta mensagem seria o Outro Testamento do Messias trazido  as tribos perdidas de Israel onde se deve desenvolver a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.


Filhos mais recentes dos batistas do sétimo dia e dos adventistas do primeiro dia, os adventistas do sétimo dia surgidos a 160 anos envolveram na sua identidade a crença de que surgiram dentro da profecia para formar a partir de 1844 um novo povo, um Israel Moderno ou o Israel Espiritual, que suplanta o antigo Israel que teria sido definitiva e irremediavelmente “rejeitado” desde o ano 34. Para os adventistas, o povo de Elohim, não pode ter apenas o sábado como selo, mas também uma dieta alimentar que o santifica em relação aos outros povos abstendo-se do porco e outros animais assim como o “Israel Antigo” e deve pregar ao mundo que o juízo investigativo já começou e que através dele se decidirá quem será salvo e quem se perderá.


Surgida a partir do adventismo a raiz de um debate sobre qual devia ser o nome denominacional, a Igreja de Deus do Sétimo Dia acredita e ensina como a Igreja de Roma que sua origem remonta aos “dias de Jesus” e como a grande igreja italiana que ninguém jamais será salvo até que creia na sua visão do que é evangelho e seja batizado por ela “em nome de Jesus.” Apesar de sua origem recente no cenário religioso e de sua divisão em dezenas de “igrejas únicas”,  cada qual alegando “autoridade divina” e linhagem apostólica a família de “Igrejas de Deus do Sétimo Dia”  mantém a crença comum de que com ela se encontra a verdade plena jamais misturada com o erro, uma verdade que jamais necessitou ser restaurada por que nunca foi abandonada.  Isso tudo apesar das inegáveis variantes interpretativas com relação à Torah. De fato algumas acreditam que todas as festas bíblicas, mesmo as que são descritas como perpétuas foram abolidas, outras mantém que três das sete festas ainda perduram, outras tantas ensinando que cada uma das festas bíblicas a exceção da lua nova é tão perpétua como o shabat e algumas mantém a celebração também da lua nova, além das festas.


Filhos do adventismo do primeiro dia, as Testemunhas de Jeová que não ligam nem para sábado e nem para domingo surgiram a 140 anos e se apresentam ao mundo como cumpridores de um mandamento que ordena santificar o nome do Eterno e não ter nenhum deus diante dele. Para eles, a característica principal, e sem a qual nenhum povo pode pretender ser a verdadeira igreja é conhecer e proclamar o nome do Criador. O fato de que Jeová não seja exatamente esse nome não faz diferença, já que segundo eles a intenção da restauração e de testemunhar o nome do Altíssimo, bem como a rejeição firme à quase universal doutrina da trindade, que consideram pagã e romanista valida sua ação.


Mais recente, e, nem por isso menos influente é o Movimento Pentecostal. Com dezenas de milhões de crentes de diversas confissões, inclusive sabatistas trinitários como a Igreja Adventista da Promessa e sabatistas não trinitários como a poderosa Verdadeira Igreja de Jesus. Com pouco mais de 100 anos os crentes pentecostais se identificam como o povo de Elohim que está restaurando o poder da igreja primitiva trazendo de volta os dons perdidos numa era de tradicionalismo.


Vemos, portanto que em diferentes segmentos do cristianismo há uma busca desesperada por encontrar algo que justifique a cada movimento e dentro dele a cada organização. Fugiria a nosso objetivo imediato falarmos de como cada um dos diferentes grupos cristão justificam sua missão. Não duvidamos e muito menos negamos que católicos, reformados, batistas, batistas do sétimo dia, mórmons, adventistas do sétimo dia, igrejistas do sétimo dia, testemunhas de Jeová e pentecostais façam parte do povo de Elohim. Pelo contrário, admitimos que todo esse esforço dos crentes sinceros por defender as premissas vangloriosas e orgulhosas do exclusivismo religioso não passa do eco do interior da alma do povo do Eterno pelo reencontro com sua identidade perdida.


No entanto é necessário que os crentes amadureçam a ponto de abandonarem a infantilidade dos argumentos que sustentam as “igrejas únicas.” Estes argumentos transferem autoridade a grupos altamente sectários e exclusivsitas que as expensas de algumas das verdades mais claras das Escrituras põem não só em dúvida, como até mesmo negam que estejam salvos os que creram em Yeshua e se apoderaram de todo o coração dos méritos de seu sangue remidor como se a salvação dependesse no todo ou em parte de alguém estar ligado a uma seita. Yeshua, enviado como profeta e Rei disse claramente: “Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da Casa de Israel.” Matytyahú/Mt 15:24.  Assim, onde quer que haja uma ovelha de Israel, mesmo que esteja “perdida” e sem o Maschiach, sem esperança e sem Elohim no mundo, ali está seu povo. E isso é ainda mais claro quando alguém já se voltou para o Maschiach, quando crê nos profetas da Bíblia, ainda que pela limitação dos conhecimentos que lhe foram transmitidos ainda não entenda sua mensagem.


Aprendemos isso de uma das mais fantásticas revelações da Brit Chadashá. Shaul estava em Corinto, uma imensa cidade e pregava sob severa oposição principalmente de seus irmãos judeus quando a porta da compreensão se abriu nada menos que para Crispo o Presidente da grande Sinagoga de Corinto (Atos 18:7-8) que pouco depois foi batizado juntamente com muitos outros. Em visão o Eterno lhe disse: “Não temas, mas fala, e não te cales; porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade. E ficou ali um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Elohim.” Atos  18:9-11.
O que as Escrituras nos mostram? Que para o Eterno seu povo é seu povo esteja numa sinagoga judia ou fora dela, esteja numa igreja determinada ou em nenhuma delas. Sim, não há a mínima base para a afirmação de que alguém só integra o povo de Elohim quando está fora de um determinado grupo, por mais errôneo e babilônico que este seja desde o ponto de vista doutrinal. Aprendemos isso tão claramente no Apocalipse que é só a ignorância da Palavra pode levar as pessoas a suporem que o Eterno não chama de seu povo aqueles que ainda não se desligaram de Bavil. Com efeito, a mensagem celestial trazida pelo Anjo do Apocalipse 18 declara ao povo de Elohim que ainda está em Bavil:  “Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.” Apocalipse 18:4.


Por causa disso estamos conscientes de que o povo de Elohim não é uma igreja, uma instituição religiosa ou uma organização como costumeiramente se supõe, mas uma nação composta por indivíduos que descendem diretamente dos patriarcas com quem o Eterno fez um pacto perpétuo, a saber, Israel e de todos aqueles que se juntaram a esse povo sendo enxertados nele através da fé no Maschiach Yeshua. Nossa identidade, pois está em Israel. Também não temos dúvidas de Yeshua veio para remir a Israel, pois ao nascer foi anunciado: “E converterá muitos dos filhos de Israel a Adonay seu Elohim.” Lucas 1:16. A esse Yeshua morto a pedido dos filhos de Israel, “Elohim o ressuscitou para dar a Israel arrependimento e remissão de pecado,” (Atos 5:31) pelo que “ergueu Elohim a Yeshua para Salvador de Israel.” Atos 13:23. Sim, o Criador é “Elohim deste povo de Israel,” (atos 13:17), e é por causa disso que é dito: “E a todos quantos andarem conforme esta regra, paz e misericórdia sobre eles e sobre o Israel de Elohim.” Galátas 6:16. 

 

Não é difícil se aperceber, portanto que a Kahal Elohim que a maioria dos crentes chama de “Igreja de Deus” tem um nome, o nome do povo que se chama pelo nome de Elohim, a saber Israel. Quando uma pessoa considerada gentia na carne se volta para o Poderoso de Israel de todo o coração ele precisa saber que no passado ele era chamado gentio na carne, que no passado ele estava separado
“Portanto, lembrai-vos de que vós noutro tempo éreis gentios na carne, e chamados incircuncisão pelos que na carne se chamam circuncisão feita pela mão dos homens; que naquele tempo estáveis sem o Maschiach, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Elohim no mundo. Mas agora no Maschiach Yeshua, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue do Maschiach chegastes perto.” Efésios 2:11-12.


O conjunto dos crentes em Yeshua, mesmo aqueles que no passado eram gentios na carne vivendo na incircuncisão, estranhos às promessas e separados da comunidade de Israel agora através de Yeshua é aproximado dela. Como Ruth, a moabita, é privilégio de cada crente dizer: “Teu povo será meu povo e teu Elohim será o meu Elohim.” Quando através de Yeshua nos aproximamos do Elohim de Israel, nos aproximamos também de seu povo Israel e o integramos pela fé. Assim somos a Comunidade de Israel independentemente de nossa origem, de sermos bnei anusim (descendentes de judeus da inquisição) bnei Efraim (descendentes das tribos perdidas de Israel) ou goym (gentios). No Maschiach podemos ser Israel, e essa é nossa identidade e o convidamos a adotá-la também.

 

 

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