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:: Nossa História! ::


Nossa congregação, a Kahal Yisrael de Ji-Paraná entra agora no oitavo ano dentro de uma visão de resaturação israelita de sua fé. No ano 5763 (ano 2004), logo depois de havermos nos separado da Sociedade Missionária Internacional dos Adventistas do Sétimo Dia Movimento de Reforma, organização na qual congregávamos e dentro da qual servíamos ao Elohim de nossos pais, sem uma percepção exata do que é crer em tudo o que está na Torah e nos profetas.


Agradecemos a Elohim pela nossa caminhada. Éramos duas famílias, a minha e a do irmão Fábio Rezende que havíamos dado importantes passos de restauração dentro daquela comunidade, que havíamos amado e sido amados por filhos honestos de Elohim. Nela tínhamos aprendido a guardar o shabat, a comer kashrut, a imergir nas águas, a lavar os pés dos santos e a saudar uns aos outros com o ósculo da caridade.


Entretanto, em 5762 (2003), nos apercebemos que o caráter doutrinário da instituição impedia, embora a nossa boa intenção, como do resto de todos os nossos milhares de irmãos reformistas o reflexo pleno do caráter de Yeshua. Mandamentos como a proibição absoluta ao consumo de carnes de animais limpos, mesmo que abatidos segundo as mais estritas regras da Torah se opunham à própria natureza da lei sagrada dada por Elohim a Israel. Sabemos que no exato dia em que o Eterno chamou seu povo a sair de Mitzraym, o Egito, lhes foi ordenado que comessem pão sem fermento, ervas amargas e cordeiro assado, não por um dia, mas por todos os dias 15° de Abibe (mês da cevada), por todas as gerações dos bnei Israel e em todas as suas moradas sob o risco de serem separados de seu povo para não mais andarem com ele como está muito claro em Shemot/Exodo 12.


Além do mais nos apercebemos que a absoluta proibição ao consumo de peixes kashrut, peixes considerados próprios para a alimentação do povo de Israel sob a alegação de que isso é necessário para o desenvolvimento do “caráter cristão,” não condizia com a nossa fé nas Escrituras, principalmente com a Brit Chadashá.  Tal alegação como é sabido de todos ignora o fato de que o Messias pescava peixes, assava-os, comia-os e dava-os a seus shalichim (Apóstolos) e a seus talmidim (discípulos). Logo, nada poderia ser mais equivocado do que supor que comer peixe viola a Torah Eterna, já que o próprio Yeshua que jamais pecou alimentou-se de peixe e ordenou a seus discípulos que o comessem. Nos deparamos com o fato inegável de que o dogma era maior que a fé, e que o costume maior que a Escritura, e que nada podia ser feito para mudar isso.


Nos apercebemos também que na restauração de todas as coisas, no Novo Céu e na Nova Terra, os homens de todas as nações irão adorar o Eterno não somente no shabat , como supúnhamos, mas também na lua nova que nossa igreja, como quase todas as outras igrejas adventistas declaram abolidas. E se isso foi desconcertante, ainda mais desconcertante foi constatar que quando o Rei colocar seus pés no monte das oliveiras fendendo-o pelo meio, todas as nações da terra terão de ir a Yerushalaim para adorá-lo e para celebrar a festa dos tabernáculos ou Chag há Sukot. O problema é que aprendemos e ensinamos por décadas que esta festa, junto com todas as demais haviam sido abolidas por Yeshua há Maschiach. Na verdade estávamos acostumados a usar a sua declaração de que não veio abolir a Torah e os profetas apenas para defender o shabat, mas jamais para defender as festas.


Foi difícil entender o fato de que a mesma declaração hebraica feita na mesma Torah e pelo mesmo Eterno de Israel de que o shabat é perpétuo para todas as gerações recebia um peso para o sétimo dia que não era atribuído em relação às demais festas como a do Dia do Perdão. Isso nos levou a comemorar todas as festas da Torah e a abraçar também o Purim, pois é uma festa bíblica ordenada no período dos profetas. Para fazer isso é claro, nem sempre é possível permanecer numa igreja, pois ela pode estar pronta para mudanças, o que é louvável e desejável ou não.


No nosso caso sabíamos que nossos irmãos adventistas como nós eram sinceros, mas sabíamos também que o pressuposto de que Elohim os estava guiando a eles e a nenhum outro povo os impediria de dar passos mais ousados em direção a santidade do que os que já tinham sido dados. Não tínhamos alternativa. Não podíamos voltar para o adventismo sob nenhuma hipótese. Poderíamos amá-los, considerá-los nossos irmãos, mas não podíamos trabalhar juntos. O Eterno havia feito a nós um chamado que não lhes era claro. Todavia declinamos de julgas sensibilidades, sinceridade e todas estas coisas. Deixamos essa tarefa a Elohim. Nossa ação não é caracterizada pelo fanatismo que julga, mas pelo amor que intercede e que ensina quando é possível e silencia quando é impossível.
Além do mais nossa defesa dos nomes sagrados lhes parecia estranha e desnecessária. Para eles que o anjo tivesse ordenado que o Maschiach fosse chamado de Yeshua, e a cristandade houvesse mudado seu nome para Jesus alegando que esse nome estava consagrado em “originais gregos” era conclusivo. Para nós não. Sabíamos então, como é de domínio geral que o livro de Matytyahu foi escrito originalmente em hebraico, e só depois transcrito para o grego, quando então, num passe de mágica e sem que haja qualquer justificativa para isso Yeshua vira primeiro Iesous e logo Jesus.


Nossa atitude não era fanática ao ponto de afirmar como alguns defensores da restauração dos nomes sagrados que ninguém é salvo a menos que pronuncie o nome hebraico do salvador. Críamos e ainda cremos que a salvação é por graça, que nos é concedida em virtude dos méritos alheios, os de Yeshua e não em virtude de nossas ações ou mesmo de nossas palavras. Mas estávamos convictos de que num tempo como esse seria recomendável que a Igreja toda soubesse que existem escritos semíticos mais antigos que os manuscritos gregos, e que estes escritos tanto em hebraico como em aramaico provam que o nome do Maschiach é Yeshua, e de que nesse nome eram imergidos os crentes no primeiro século, e não numa formula trinitariana que a Igreja de Roma assume abertamente ter sido acrescentada por ela em Matytyahú 28.


Isso tudo nos obrigou a um rompimento com o sistema que então defendíamos e o início de um ministério que aprofunde a restauração da fé messiânica do primeiro século. Um ano mais tarde outras famílias nos acompanharam, estas vieram sobretudo da grande irmã, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, e hoje, em Rondônia podemos nos alegrar em saber que 15 famílias estão voltando à Torah e aos profetas por meio de nosso trabalho. É pouco, alegramo-nos muito mais em saber que através do Brasil e do mundo, dezenas de outros ministérios e centenas de outras congregações estão fazendo o mesmo.  Quase ao começo de nosso despertamento famílias em Cacoal foram levadas a dar o mesmo passo. Irmãos nossos em São Paulo que nos acompanhavam na Reforma à décadas, já que éramos dois pastores também investigaram os mesmos assuntos e chegaram a idênticas conclusões, embora na comunidade de lá haja um irmão cujo passado aos pés de Adonay foi numa igreja evangélica, antes de conhecer o judaísmo por seus próprios meios.


Assim hoje, propomos a estes irmãos que somássemos esforços na obra da restauração formando um corpo ministerial, não ao estilo da igreja da qual saímos, mas uma associação voltada para o avanço na restauração. Na Igreja da Reforma ainda temos irmãos que são nossos amigos do coração e familiares que continuamos amar apesar deles não serem capazes de entender por que damos esse passo. Não temos mais uma igreja no sentido clássico do termo, mas temos uma igreja muito maior, a Kahal Yisrael que soma em seus integrantes pessoas de todas as nações e cristãos de todos os credos a quem desejamos ardentemente ajudar no caminho de volta a Tzion e a Yerushalaim. Afinal está escrito:


“Assim diz YHWH Tsabaot: Naquele dia sucederá que dez homens, de nações de todas as línguas, pegarão na orla das vestes de um yehudi (judeu), dizendo: Iremos convosco, porque temos ouvido que Elohim está convosco.” Zechariah 8:22.
A crença de que as dez tribos retornarão ao caminho, e que os yehudim (os judeus) serão a referência em termos de restauração para todos os crentes em todos os lugares e em todas as nações está, pois firmemente confirmada na palavra profética à qual fazemos bem em atender até que a estrela da alva nasça em nossos corações. Assim chegamos ao oitavo ano da restauração. Irmãos tem nos auxiliado e tem recebido auxílio nosso em Rondônia, na Bahia, em Roraima e no Pernambuco, e presentemente irmanamos quatro grupos, o primeiro em Ji-Paraná, um segundo em Cacoal, um terceiro em Boa Vista onde uma amada família acompanha esta visão e um quarto na zona leste de São Paulo, sem esquecermos o nosso irmão Yochanan, que nos deixou aqui em Ji-Paraná para ir a Manaus, mas que preserva seu amor pela restauração.


Oremos para que outros se juntem à mesma visão e que Adonay abençoe os milhões de filhos de Israel desse país para que se voltem de tudo aquilo que porventura tenha sido legado por Roma e pelos homens par a Davar de Adonay, para Moshe, para os profetas, para Yeshua a quem o Pai constituiu nosso eterno salvador e que com seu sangue nos remiu de tal forma que jamais possamos perecer ou perder a salvação.


Bendito seja Adonay fortaleza nossa que escolheu a Israel seu povo, que o salvou uma vez para sempre em Yeshua e quis fazer de nós parte de suas ovelhas. Bendito seja Adonay que abiu uma porta para que iniciemos sua obra, e bendito seja ele que tendo salvado a você nosso leitor pelos méritos de seu filho, o chama a prosseguir em boas obras e santidade.
Amén - Adonay Melech Ne`eman. (O Soberano é Rei e é Fiel).

 

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