O Verdadeiro Nome do Povo de Elohim

 

Rosh Baruch Ben Avraham

 

Hebert Armstrong, Pai da Igreja de Deus Universal, como tantros outros grupos, ao enfatizar que o nome do povo santo só pod ser um ignorou que a kahal ou Igreja tinha um nome, e que esse nome não era nem mesmo Kehilah Elohim, quanto mais Eklesia ton Teon, Church of God, Gemeinde Gottes, Iglesia de Dios ou  Igreja de Deus, pois se eklesia é uma palavra gentílica, Theos e suas traduções Got, Deus, Diu, Dio, Dios ou Deus são termos pagãos, nome de ídolos e seres mitológicos indo-europeus que jamais serviriam de sinal e identificação de seu povo como instituição. 

 

Tinha se deixado guiar por Dugger mais do que deveria. Tivesse ele investigado as Escrituras por si só, e se desprendido do desejo de defender o indefensável, ou seja, que uma organização repleta de erros doutrinários, alguns dos quais ele se empenharia por corrigir fosse o povo que atravessou os séculos com inquestionável autoridade apostólica.

 

Um pouco mais de estudo, e tivesse ouvido melhor a Clarence Orvil Dodd (1899-1955), o pai do movimento do nome sagrado nos Estados Unidos, também ele saído da Igreja de Deus do Sétimo Dia, e teria descoberto que nomes pagãos jamais teriam identificado a verdadeira Kahal Elohim (Igreja de Elohim) e que a restauração exigia um passo a mais. Ele teria sabido que esse povo tem um nome, e não um mero adjetivo, e que esse nome é Israel como as Escrituras revelam de maneira incontestável em dezenas de versículos tanto do Tanach como da Brit Chadashá (Novo testamento) com os exemplos a seguir demonstram.

 

כַּפֵּר לְעַמְּךָ יִשְׂרָאֵל Kafer La amechá Yisrael  (sê propício ao teu povo Israel), que tu, ó YHWH, resgataste, e não ponhas o sangue inocente no meio do teu povo Israel. E aquele sangue lhes será expiado.” Devarim/Dt 21:8

וַתְּכוֹנֵן לְךָ אֶת עַמְּךָ יִשְׂרָאֵל לְךָ לְעָם עַד עוֹלָם Vatekonan lechá et amechá Yisrael lechá le`am ad olam (e confirmaste a teu povo Israel por teu povo para sempre), e tu, YHWH, te fizeste o seu Elohim.” Shmuel Beit/2Sm 7:24.

Sim é verdade que quando o gentio se volta para o Criador é tratado como filho do Eterno e recebe as bênçãos que solicita como ocorre com Israel. Mas mesmo assim, se estabelece a diferença entre o estrangeiro ou prosélito que não é de Israel, o povo de Elohim.

 

וְגַם אֶל הַנָּכְרִי אֲשֶׁר לֹא מֵעַמְּךָ יִשְׂרָאֵל הוּא Ve`Gam el há`nakeriy asher lo me`amechá Yisrael hu (E também ouve ao estrangeiro, que não for do teu povo Israel), quando vier de terras remotas, por amor do teu nome. Melachim Alef/1Rs 8:41.

 

É igualmente verdade que Yeshua derrubou a parede de separação feita pelos rabinos entre Israel e os gentos, e fez de ambos um só povo, já que desde os tempos de Moshe o goy foi sempre bem vindo à santidade da Torah, ao shabat e à aliança. Mas mesmo assim é preciso que se entenda que o gentio é iluminado por ele, mas o povo de Elohim, que é Israel é por ele glorificado, pois Yeshua foi enviado para ser:

 

 “Luz para iluminar as nações, E para glória de teu povo Israel.” Lucas 2:32

 

Não ignoramos que existe uma situação em que o gentio se torna parte integral de Israel como se tivesse nascido israelita. Mas isso só ocorre quando ele faz conversão ao Elohim de Israel para viver como parte desse povo estando disposto a andar nos seus caminhos. Quando isso ocorre pode ele dizer como Ruth, a moabita:

 

" Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Elohim é o meu Elohim."  (Ruth 1:16)

 

Sim, um não judeu tem o direito de se tornar israelita. Infelizmente não foi essa a bandeira que Armstrong ergueu. Embora tenha feito o resgate da identidade perdida do Israel anglo-americano, ele preferiu erguer o estandarte de uma organização decrépita e desvalida em vez de a bandeira do povo de Israel salvo pelo sacrifício de Maschiach.

Logo, faltou-lhe trazer a verdadeira identidade do povo eleito que não é a de Igreja de Deus (Igreja de Deus), mas a de Am Yisrael (povo de Israel), o povo que se chama pelo nome do Eterno. Tivesse feito isso teria dado um passo muito maior, muito mais seguro e muito mais beneficiador em favor da reunião dos dispersos, pois não teria havido espaço para o orgulho e arrogância do exclusivismo que na terceira década do século passado erguia duas bandeiras distintas, onde mal havia espaço para uma.