As Festas Eternas (Parte I)

 

Rosh Baruch Ben Avraham

 

Shalom Alechem Chevarim!

Paz seja convosco amigos!

 

         Nesse mês nos ocuparemos com o tema das festas bíblicas e com sua perpetuidade e Não existe culto sem cerimônias, religião sem festas e celebrações sem rituais. Isso está implícito na alma humana de tal forma que onde quer que você vá para assistir um festival religioso ou uma procissão seja budista, muçulmana, hinduísta ou cristã observará que há uma forma de acender as velas, de orar, de caminhar, de erguer os emblemas, de dançar, de manifestar reverência, de jejuar, de lamentar ou de se alegrar diante de seu deus seja ele verdadeiro ou não.

 

         Com a igreja não é diferente. Cada organização tem a sua forma de apresentar um bebê diante de Adonay, de consagrar um local de culto, de batizar seus fiéis, de cantar um hino de louvor ou de adoração e de se inclinar diante do Criador. A igreja também sabe que periodicamente é necessário reunir mais pessoas do que as que congregam num único endereço. Para isso ela convoca uma festa, e mais uma vez elabora um programa, escolhe os hinos e determina as cerimônias que serão realizadas.

 

         Bem é exatamente ai que começa o problema da igreja. Ela sabe que precisa fazer festas na presença de Adonay, sabe que o povo tem uma necessidade espiritual de se reunir para adorar, mas como ela imagina que as festas bíblicas foram abolidas então ela programa suas próprias festas, seus próprios dias de jejum, e seus próprios rituais. Recordo-me da minha igreja, ela considerava o jejum anula do Yom Kippur abolido por Yeshua na sua morte, esse jejum ocorre entre setembro e outubro. Mas paralelamente ela marcava um jejum geral para o povo do mundo inteiro a ocorrer no primeiro shabat do mês de dezembro.

         Cometíamos outra gafe, achávamos completamente desnecessário celebrar o ano novo na lua nova de Abib o primeiro mês como manda a Torah, no entanto marcávamos um culto solene na congregação para o dia 31 de dezembro após o por do sol e fazíamos um culto de ação de graças pela passagem do ano romano não determinado pelas escrituras. Éramos sinceros, chorávamos, nos alegrávamos e desejávamos feliz ano novo a todos. O curioso é que deplorávamos qualquer santificação do primeiro dia da semana conscientes de que ele era extra bíblico, mas não víamos problema em fazer um culto no dia que os antigos romanos dedicavam ao deus das portas e das duas cabeças, a Jano, que olhava para a frente e para trás, para o passado e para o futuro. E por vezes permitíamos a celebração do natal, recomendado inclusive pela principal pensadora do adventismo. Era incongruente, mas sincero.

 

         Poderíamos citar um outro exemplo. A maior parte da igreja ainda não vê necessidade alguma de celebrar a festa de Chanukah (dedicação) a 25 de kislev a qual Yeshua celebrou em Yerushalaim quando fez o célebre discurso de que suas ovelhas estão salvas para sempre e que ninguém pode tirá-las de sua mão. No, entanto, ela acha importante celebrar a festa de natal para comemorar o nascimento de Yeshua mesmo sabendo que ele não nasceu a 25 de dezembro, e que esta data comemorava no passado o nascimento de Ninrod. 

 

         Oh, nós não pensamos que a esmagadora maioria dos crentes e inclusive de seus pastores não desejam servir a Adonay. Por certo em cada reunião corações sinceros derramam súplicas diante de Adonay.

 

         Outro exemplo disso diz respeito ao dia de guarda. A igreja imagina que o shabat foi abolido, que ele não é mais necessário, no entanto, ela sabe que parte do dia também precisa ser dedicada a Adonay. Então o que ela faz? Usa o primeiro dia da semana para realizar seus estudos da Bíblia na Escola Dominical. O fato de o shabat ter sido dado como um mandamento eterno, ainda que para Israel, poderia fazê-la pensar: Mesmo sendo gentios, não estando obrigados a santificar o shabat, por que pelo menos não fazermos nossos estudos nas horas que o Criador abençoou para conhecermos melhor a sua vontade? 

 

         Declinamos de apresentar essas coisas sob o olhar crítico do sabatismo cristão, que apesar do mérito da guarda do shabat é feito com o demérito do julgamento dos demais crentes. A igreja quando sob a liderança de homens fieis e consagrados deseja servir a Adonay. O problema da igreja que ela ignora que não se inventa culto, culto se aprende, e se aprende com quem sabe, que nesse caso são os irmãos de Shaul ou Paulo, ou seja os judeus, mesmo os não crentes. O apóstolo disse que tinha grande tristeza por eles, que desejava que abraçassem a graça, mas havia uma coisa que eles não precisavam aprender.

 

         “São israelitas. Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas; deles são os patriarcas, e também deles descende o Maschiach, segundo a carne, o qual é sobre todos, Elohim bendito para todo o sempre. Amém!” Romanos 9:4-5.

        

         Eles conheciam a palavra, o culto, as promessas as alianças.  Tudo isso era deles. Bem é com eles que temos de aprender, pois está escrito que aos judeus foram confiados os oráculos de Elohim. (Romanos 3:2) Bem dito, isso quero primeiro abordar a visão de nossos irmãos sabatistas, que por certo é conhecida dos demais cristãos, que sempre se interrogam: Mas por que só o sábado e as festas não? Essa é uma pergunta crucial, pois os irmãos protestantes sempre recordam que a mesma Bíblia que diz que o shabat é eterno também fala isso acerca das festas.

 

         Bem a visão sabatista foi herdada de nossos irmãos batistas do sétimo dia, surgidos no seio da Igreja Batista sem qualquer pretensão de condenar ou acusar que não guardava o shabat. Alguns batistas simplesmente decidiram que em vez da Escola Dominical fariam a Escola Sabatina, e em vez de santificarem o domingo, que não é ordenado na Bíblia era melhor fazer no shabat. Nasciam os batistas do 7º Dia.

 

         Seus herdeiros não seriam tão flexíveis, mas o pensamento batista de que o shabat é perpétuo e as festas não permaneceu invariável em todos os grupos sabatistas, ou quase. Vamos começar por esse conceito. Acho que assim todos ganham. Os irmãos sabatistas descobrirão que estão fazendo menos do que deveriam já que optaram por guardar a lei e os irmãos evangélicos, descobrirão que mesmo sem obrigação, podem ser muito beneficiados se abraçarem estas ordenanças para Israel.

 

 

A Separação Batista entre “Vossos Sábados” e “Meus Sábados”

 

         Verdade é que a teologia da substituição subverteu o significado da expressão hebraica shebatechem (vosso sábado) que  aparece em Levítico 32. Por isso alguns grupos que guardam o sábado semanal se negam a guardar os demais sábados. Este é o caso dos batistas do sétimo dia surgidos na Inglaterra em 1650, pioneiros no ocidente na guarda do shabat. Mas é bom que se diga, que mesmo em meio às maiores perseguições e decretos tornando obrigatória a observância de outros dias, o povo judeu entre os quais se contavam muitos messiânicos que mantiveram sua fé em segredo por que não tinham para onde ir se mantiveram fiéis não somente ao Shabat, mas aos outros dias santos ordenados por Adonay.

 

         Isso não tira o mérito dos batistas do sétimo dia terem sido o primeiro grupo cristão a criar uma organização que se manteve sabática nos últimos 350 anos, restaurando-o dentro da cristandade, quando outros grupos sabatistas ou foram varridos da terra pela inquisição ou sucumbiram em suas práticas mediante as perseguições.

 

         Lamentamos, porém que os batistas do sétimo dia, pais da Igreja Adventista do Sétimo Dia, avós da Igreja de Deus do Sétimo Dia, bisavós da Igreja de Deus do Sétimo Dia Mexicana e trisavós da desfilhada UIND e de suas coirmãs independentes no Brasil e no mundo tenham ensinado que Yeshua manteve o sábado semanal e anulou os sábados anuais. Uma necedade desproporcionada por que a Torah não menciona sábados anuais, havendo apenas um shabat anual de que falaremos mais tarde. Dado a pouca luz que tinham e o quase completo desconhecimento do hebraico estes grupos criaram uma diferença artificial entre as oito festas, chamando a semanal de “sábado do Senhor” os demais de “sábados dos judeus”.

 

         O conceito é como se os judeus tivessem inventado algum dia de guarda que não lhes tivesse sido ordenado pelo Criador e santificado para ele. Ao lado da Igreja de Deus, que não é uma organização, mas muitas como veremos no capitulo dedicado às Igrejas de Deus do Sétimo Dia ainda em preparação, outros grupos oriundos do adventismo, como os reformistas e promessistas mantém ainda hoje a perspectiva de que um sábado perpétuo como o Yom Kypur foi abolido. A alegação é de que no Sinai nada foi acrescentado além dos dez mandamentos, e que o que foi acrescentado depois é transitório.

 

         Essa é uma alegação completamente sem sentido. Não obedecemos um mandamento por sua antiguidade, mas por que é mandamento. não existe prova alguma de que o shabat tenha sido dado como mandamento antes do Éden, ainda que se possa supor a partir de analogias que ele estivessem em cumprimento antes disso. E no entanto o guardamos. Toda essa família de grupos adventistas entende que o lavamento dos pés é obrigatório para toda a kehilah (igreja), embora esse mandamento só tenha sido tornado claro por Yeshua, ou seja, foi acrescentado.

 

         As igrejas de Deus do Sétimo Dia, na sua maioria entendem que o uso do véu por parte das mulheres é um mandamento, mas como tal ele foi acrescentado por Shaul, depois de Yeshua, já que a Torah apenas menciona o uso do véu, assim como menciona o uso de espadas e turbantes, mas não cremos que todo o homem deva andar com uma adaga na cintura e um turbante envolvido na cabeça.

 

         Logo, o único motivo pelo que não querem guardar os dias de festa é o desconhecimento das Escrituras nesse particular por parte da maioria de sues líderes ou a simples rejeição à soberania do Criador e a seu direito e dar mandamentos a hora que ele quiser, antes ou depois, sem ser questionado sobre a idade de um mandamento. Ora, eu não posso preceituar o mandamento do lavamento dos pés ou do véu que tem dois mil anos e rejeitar o Yom Kippur dob o argumento de que ele só tem 4.000 anos

 

         É importante ressaltar que a partir de 1930 houve dissidências importantes da Igreja de Deus do Sétimo Dia que não aceitaram esse modo de pensar com destaque para a “Igreja de Deus Universal” de Armstrong fundada em 1934 como Igreja de Deus da Rádio, devido a seus programas radiais. A organização chegou a ter 126,000 membros em 1992 antes de implodir abandonando estas verdades, e mesmo hoje possui em suas 174 ramificações mais de 70,000 adeptos. Esse grupo é tratado no capítulo I sobre os Guardiões do Shabat titulado O Israelismo Britânico.

 

         Quase na mesma época (1932) surgiu entre os adventistas da Reforma a “Igreja da Completa Reforma,” de João Gomes de Meneses, uma igreja extinta que ressurgiu com o mesmo nome e que celebrava parte das festas bíblicas. Ainda existem alguns remanescentes do grupo, mas está longe de ser uma igreja. Já a Igreja Adventista da Criação, veja nosso capítulo “O Adventismo” em preparação adere às festas bíblicas.

 

         Retornando a Igreja de Deus do México, uma de suas dissidentes a Igreja de Deus Israelita teve mais sorte, esta em plena atividade e possui milhares de membros, ainda que infelizmente celebre apenas as chagim regalim (festas de peregrinação), o que exclui o mais sagrado de todos os sábados, o Yomkippurim. Trata-se da Igreja de Deus Israelita.

 

         Mais recentemente, a cerca de sete anos, a parte maior da sucursal brasileira da “Igreja de Deus” do México, que tinha declarado independência em 1996, entrou num processo de judaização acelerado, adotou o nome de Congregação Israelita da Nova Aliança e passou a celebrar todas as festas, inclusive o Purim e o Chanuká. Que Yah os abençoe e os conduza ainda para mais perto da verdade, mas lembrando sempre que tiveram de buscar fora, no judaísmo aquilo que sua “igreja única e verdadeira” nãolhe deu, mas pelo contrário rejeitou.

 

         Quanto as grupos sabatistas que ainda resistem a esses ventos de mudanças alegam que se deve estabelecer uma diferença entre os sábados semanais que celebram a criação e os sábados anuais que celebram a história de Israel. Parte dessa declaração:

 

         “E santificai os meus sábados, e servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que eu sou Yahweh vosso Elohim.” Tsedekiel 20:20.

 

         Afirmam que quando o Eterno diz shabetotey kadeshu, santificai os meus sábados ele está se referindo apenas ao sétimo dia da semana, e que ele nada tem a ver com os dias de festas dos quais o Eterno estava enfadado. Eles nem sequer se dão por conta que o Eterno estava enfadado da iniquidade associada às reuniões solenes, e não das reuniões em si. Yeshayahú/Is 1:13.

 

         Estes irmãos são por certo bem intencionados. O mundo cristão ocidental deve muito aos batistas do sétimo dia. A forma não dogmática como pregavam o shabat a seus irmãos batistas, não como ponto de salvação, mas de santificação espiritual deveria ser um exemplo para os milhões as sabatistas que quase virtualmente transformam o shabat numa condição sem a qual não pode haver salvação, esquecendo que somos salvos somente pela graça com a exclusão de todas as obras antecedentes, presentes ou subsequentes à salvação.

 

         Apesar de reconhecermos o mérito exemplar dos batistas do sétimo dia ao pregarem o shabat não podemos ignorar que ainda eram psicologicamente presas das trapaças de Roma que empregavam Hoshea para dizer que os shabatot dados a Israel haviam cessado para sempre. Assim, nossos irmãos batistas tomam a profecia de Hoshea como prova de que os sábados não semanais seriam abolidos.

 

         Essa sua visão termina influenciando a todas as suas descendentes da Igreja de Deus do Sétimo Dia à Igreja Adventista passando pela Verdadeira Igreja de Jesus na China, a segunda organização sabatista mais poderosa do mundo com mais de 3 milhões de fieis, a Igreja de Deus Sociedade Missionária Mundial com 1,4 milhão de membros e mesmo as Igrejas Adventistas da Reforma cada uma com 70 mil fiéis.  O texto declara:

 

            “E farei cessar todo o seu gozo, as suas festas, as suas luas novas, e os seus sábados, e todas as suas festividades.” Hoshea 2:11.

 

         Para eles isso prova que o Eterno tinha mesmo em mente acabar com os “sábados cerimoniais” como chamam arbitrariamente as festividades do Eterno, apesar dessa descrição não ser mencionada uma única vez na Bíblia. Quatro graves erros estão presentes nessa interpretação e vamos cotejá-los aqui:

 

1.      Primeiro. O texto não se refere à Judá o Reino do Sul composto por levitas, benjamitas e judaítas, mas, a Israel o reino do norte, composto pelas dez tribos, o qual é representado pela filha de Hoshea que recebeu o nome de Lo Ruama, a Não Favorecida; acerca de quem o Eterno disse “porque eu não tornarei mais a compadecer-me da casa de Israel, mas tudo lhe tirarei. Mas da casa de Yehudá me compadecerei, e os salvarei por YHWH seu Elohim.” Hoshea 1:6-7.

 

2.      Segundo. A morte de Yeshua não pôs fim às festas bíblicas. Todos os judeus, inclusive os seguidores de Yeshua continuam a celebrá-las até ao dia de hoje, pois as festas nunca foram tiradas dos judeus, mas dos efraimitas, que por rebeldia foram privados da alegria do verdadeiro culto e submetidos um padrão semi romano de adoração. Dizer o contrário exige uma mentalidade obtusa que fecha voluntariamente os olhos ante a realidade que se estampa nua e crua.

 

3.      Terceiro. Nem os shabat semanal do sétimo dia, nem o shabat anual do décimo dia do sétimo mês e nem mesmo o shabat sétimo anual que era o shabat da terra foram dados para serem anulados ou cancelados pela morte de Yeshua ou por qualquer outro evento escatológico, mas pelo contrário como hukat olam (estatutos perpétuos) que serão exigidas durante o próprio reino messiânico. “E YHWH será rei sobre toda a terra; ... E acontecerá que, todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Yerushalaim, subirão de ano em ano para adorar o Rei, YHWH dos Exércitos, e para celebrarem a festa dos tabernáculos.” Zechariah/Zc 14:9,16.

 

4.      Quarto. Ensinar que as festas bíblicas eram “sábados” manifesta grande ignorância do texto sagrado. Não há nenhum dia sagrado à exceção do Yom Kippur que seja chamada de shabat. Além disso, Yom Kippur (Dia da Expiação) não é um dia de festa como os demais de gozo, alegria comida e bebida, mas um dia de aflição de alma. Assim, o sábado semanal fica de pé ou cai em Hoshea 2:11.

 

         Logo usar o texto de Hoshea 2:11 para provar que o Eterno estava mesmo determinado a tirar as festas de todo o seu povo revela o desconhecimento do contexto do Sefer Hoshea e das próprias palavras do texto. Vejamos o que ele diz na realidade:

 

Vê`hishbat kol meshusha chagá had`shá

E cessarei toda a vossa alegria e vossas luas novas e vossos

sábados.

Vê`kol moadah

E todas as solenidades.

 

 

         Tivessem eles prestado atenção ter-se-iam dado por conta de que o Eterno não está fazendo distinção alguma entre os dias que ele faria cessar para Israel, todos os momentos alegres, todas as luas novas que são festividades mensais, todos os shabatot, sejam semanais como o do sétimo dia, anual como o do décimo dia do sétimo mês ou periódico como o do descanso da terra que ocorre a cada sete anos, bem como todas as solenidades cessariam como castigo pela infidelidade.

 

         O Eterno termina a sentença de forma abrangente quando diz Vê`kol moadah (E todas as solenidades). O que são todas as solenidades? Para responder a isso recorra á Torah, exatamente a Vaykrá/Lv 23 onde o Eterno depois de dizer: estas são eleh hem moeday as minhas solenidades” menciona ininterruptamente oito solenidades: O shabat semanal (sábado), o pessach (passagem) a 14 de Abibe, a Chag há`matzot (Festa dos Pães Sem fermento) de 15 a 21 de Abibe, o Bikurim (Primícias) no primeiro domingo após o pessach, o shavuot (Semanas ou Pentecostes) 50 dias após o bikurim, o Yom Teruah (Dia das Trombetas) no 1° dia do sétimo mês, o Yom Kippur (Dia do Perdão) no 10° dia do sétimo mês e o Sukot (Tabernáculos) do 15° ao 21º dia do sétimo mês.

 

         A Casa de Israel representada nas tribos de Efraym abandonou tudo isso. Os judeus se mantiveram firmes. Por que a eles foram confiados os oráculos de Elohim. Romanos 3:2. Não há, pois distinção alguma entre o shabat e as festas quanto à sua origem, pois procedem do Eterno e são por ele chamadas de eleh hem moeday “as minhas solenidades”.

 

         Tampouco há distinção quanto à sua durabilidade, pois foram dadas como hukat olam “estatutos perpétuos”. Da mesma forma não há distinção quanto à sua aplicação, pois foi dito: Davar El bnei Yisrael vê`amarta elehem moadei YHWH. “Fala aos filhos de Israel estas são as solenidades do Eterno.” Quanto a estas o Criador disse celebrareis  ledoroteichempor todas as vossas gerações.

 

Continua!