As Tribos Perdidas Entre os Povos da Ásia (Parte VII)

Os Filhos de Israel nas Filipinas, O País das Sete Mil Ilhas

Rosh Baruch Ben Avraham

 

A 3.000 quilômetros ao sul de Tóquio, capital do Japão está Manila, capital das Ilhas Filipinas, um arquipélago com 7.107 ilhas (255 a mais que o Japão), a maioria delas desabitadas e com uma extensão total de 300.000 km². Noventa por cento do povo filipino vive numa das suas 400 ilhas habitadas e o restante na grande diáspora filipina. Outros 9 milhões de filipinos e descendentes vivem na diáspora com destaque para os Estados Unidos (3,1 milhões), Arábia Saudita (1,1 milhão), Malásia (636 mil) e Emirados Árabes (529 mil) são ainda importantes as colônias filipinas do Canadá, do Japão, do Katar, do Kuait e do Reino Unido. Sem dúvida um grande povo.  São 94 milhões de pessoas com uma renda per capta $3.737 que colocam as Filipinas como a 33ª potência econômica do mundo com um Produto Interno Bruto de 351,4 bilhões de dólares.

 

Como outros países asiáticos as filipinas são um caldeirão étnico, cultural e religioso e abriga 186 povos distintos. O animismo predomina em 109 destes povos, mas estes são numericamente inexpressivos. O cristianismo predomina em 58 povos, mas estes são os mais populosos. O islamismo é dominante em 16 povos, mas estes não são muito numerosos. O budismo predomina apenas entre os nipo-filipinos e o hinduísmo entre os hindu-paquistaneses. Assim o hinduísmo é inexpressivo apesar de terem formado um Rajinato poderoso antes da chegada dos cristãos e muçulmanos.

 

As estatísticas mais conservadoras apontam que o budismo é 0,1% (95 mil), as outras religiões são 0,3% (284 mil), os animistas são 0,7% (664 mil), os não religiosos são 1,5% (1,034 milhão), os muçulmanos 5,6% (5,31 milhões) e os cristãos são 92,3% (86,8 milhões) dos filipinos e são formados principalmente por católicos romanos. Para mais informações consulte História e Religiosidade do Povo Filipino.

Apesar de menos de 10% da população filipina professar o islamismo, mais de 80% dos homens em idade adulta estão circuncidados. Alegam alguns que isso é a reminiscência do domínio muçulmano sobre os povos do Arquipélago, uma justificativa que cai por terra quando se examina o nível real de influência da religião fundada por Mohamed em solo filipino que é exíguo.

 

A religião fundada nos desertos da Arábia jamais apaixonou o povo filipino a ponto de influenciar sua cultura tão universalmente. Quando os missionários cristãos chegaram a maioria da população professava o animismo e o hinduísmo. E isso se reflete claramente no mapa religioso do país. Na verdade das 79 províncias das Filipinas apenas seis são de maioria muçulmana e cinco estão em Mindanao. Estas províncias são: Basilan com 1.994 km² e 496 mil habitantes, Lanan del Sur com 12.051 km² e 1,138 milhão de habitantes, Maguindanao com 7.142 km² e 1,273 milhão de habitantes, Shariff Kabunsuan com 7.142 km² e 103 mil habitantes, Sulu com 2.135 km² e 850 mil habiatntes e Tawi-Tawi com 3.426 km² e 450 mil habitantes.  Portanto, embora o islamismo filipino desperte a atenção pela virulência de suas ações ele jamais se constituiu na religião principal do país.

 

Hoje, os muçulmanos se localizam principalmente nas províncias que formam a Região Autônoma Muçulmana de Maguindanao onde são maioria e seus integrantes mais fanáticos perseguem cruelmente as populações cristãs, que precisam de nosso apoio e de nossas orações para continuarem a adorar ao Elohim de Israel enquanto retornam. De fato Algumas das mais virulentas organizações terroristas a serviço da “religião da paz” como a Frente Moro de Liberação Islâmica, a Abu Sayyaf e a Jemaah Islamia operam em solo filipino produzindo atentados ou simplesmente matando cristãos principalmente por degolamento bem ao estilo da besta que se embriaga com o sangue dos mártires. Desde 1972 quando iniciaram a revolta mais de 120.000 pessoas já perderam a vida nos confrontos. Isso podia ser pior, não fosse a colonização cristã da maior parte do Arquipélago,

 

Logo foi a colonização espanhola e a corrente migratória que a acompanhou a que deitou raízes mais profundas no povo filipino tanto pela presença dos cripto-judeus vindo da Espanha como pela pregação da religião cristã trazida pelos missionários católicos que paulatinamente foram ganhando terreno até converter 90% dos seus habitantes. Como no caso do Brasil, judeus recém convertidos ao cristianismo também sofrerem denúncias de perseguição naquele país asiático.

 

O caso mais famoso foi o dos irmãos Jorge e Domingo Rodríguez que acusados de judaísmo foram levados ao México, já que o Tribunal da Inquisição ainda não estava estabelecido nas Filipinas, e lá foram julgados e condenados. Ou seja, como o Brasil as Filipinas também sofrerem o processo de miscigenação.

 

 

Como o Brasil os filipinos são parcialmente descendentes de europeus, principalmente da região ibérica, ainda que no caso das filipinas num grau muito menor que no Brasil. Segundo a Universidade de Standford 3,6% dos filipinos é de origem caucasiana, a maioria espanhola. No entanto, a universidade se valeu de apenas 28 amostras de DNA para chegar a essa conclusão, muito pouco para um país com 94 milhões de habitantes, e por isso mesmo nada conclusivo pelo que se pode contar com a possibilidade de um número bem maior de hispano-filipinos.

 

Uma consulta rápida às páginas eletrônicas filipinas revela que os dez sobrenomes sefarditas mais comuns no país são Santos (117 mil), Cruz (116 mil), Reyes (104 mil), Garcia (75 mil), Mendoza (62 mil), Ramos (59 mil), Flores (38 mil), Santiago (34 mil), (Perez 33 mil). Não estranha que alguns dos mais importantes personagens da história política, economia e cultural do país e líderes de importantes comunidades cristãs sejam ibéricos.

 

Filipinos famosos como o Dr. José Protacio Rizal Mercado y Alonzo Realonda (1861-1896) o herói da independência, Manuel Luis Quezón y Molina (1878–1944), primeiro Presidente, Charlene Mae Gonzales Bonnin Muhlach (1974) atriz de Hollywood, Maria Corazon Sumulong Cojuangco-Aquino (1933 – 2009) primeira mulher Presidente e Maria Gloria Macapagal-Arroyo (1947-) a 14ª Presidente descendem de espanhóis e talvez de judeus.  E como eles milhões de outros cidadãos. 

 

Palavras em Tagalo com Incrível Semelhança com o Hebraico

Hebraico

Tagalo

Português

Abah

Ava

Denso

Besorah

Basura

Boa Notícia

Baruch

Barok

Abençoado

Laban

Laban

Branco

Maguen

Maguinaw

Escudo

Migdol

Magdalo  

Torre

Shmamah

Samah

Desolação

Shamor

Samar

Salvar-se

Shofet

Sapat

Juiz

Shetaim

Sitahim

Duas

Assim, apesar do fenômeno de miscigenação nas Filipinas não seja tão abrangente como o do Brasil, do México ou da Colômbia, centenas de milhares de católicos e protestantes filipinos de hoje descendem sem sombra de dúvidas da Casa de Yehudáh. Deve-se observar que de acordo com o método empregado o número de mestiços entre espanhóis e filipinos autóctones varia entre os 3,5 e 5 milhões e os 17 e 36,5 milhões.

 

Considerando que pelo menos 20% dos espanhóis descendam de judeus, e que muitos cristãos novos partiram para as Filipinas em busca de um porto seguro, se pode concluir que mesmo numa estimativa mais conservadora entre 700 mil e 1 milhão de filipinos teriam ascendência judaica. Contudo, se o grau de miscigenação for maior como propõe a posição mais liberal é possível que entre 3,4 e 7,3 milhões de filipinos tenham ascendência judaica. Isso significa que além da possível presença de efraimitas, lá também estão os anusitas.

 

Mas nosso objetivo nesse trabalho centra-se obviamente não nos benei anusim,que são os descendentes de judeus da inquisição, mas nos bene Efraim cujos sinais estamos buscando através da Ásia e agora nas Filipinas.

País composto por centenas de ilhas, as Filipinas são um conjunto de povos com 160 línguas diferentes entre os quais se destaca o Tagalo a 58ª língua mais falada no mundo. Também conhecido como filipino, o tagalo conta com 24 milhões de falantes como primeira língua e outros 65 milhões como segunda ou terceira língua. Uma língua que deve ao hebraico mais do que se imagina.

 

Analistas tem encontrado centenas de semelhanças entre o tagalo, a principal língua das filipinas e o hebraico, a língua dos antigos israelitas. Este fato indica que pelo menos nalgum ponto de sua história a civilização filipina, principalmente a da Ilha de Luzón travou contato com a civilização hebraica e foi por ela influenciada. Se a semelhança de palavras pode evidenciar a passagem dos israelitas pelo solo filipino, um costume em particular parece ligar as filipinas ainda mais fortemente à Casa de Israel.

 

Num pais onde 90% da população é cristã e onde a cultura islâmica exerceu uma influência localizada sobretudo no sul como já vimos a prática da circuncisão denominada pagtutuli, ou simplesmente tuli na língua filipina intriga o estudiosos da antropologia. Por que uma nação cristã, doutrinada por uma igreja que vê na circuncisão uma mutilação hedionda como a Igreja Católica, manteve ainda assim a prática da Tuli como rito de passagem de seus meninos para a época da sexualidade? 

 

Cada vez mais filipinos começam a fazer a mesma pergunta e a concluírem que a prática que remonta às eras pré-hinduísta, pré-islâmica e pré-cristã é uma evidência da passagem da Casa de Israel por suas terras, de sua vivência e assimilação à população autóctone.  O povo filipino é determinado a manter sua independência em matéria de fé e de práticas, e virá a despertar.

 

Por causa disso que Roma chama de “ataque das seitas,” vem surtindo um efeito tremendo nas Filipinas a partir dos anos 80, quando uma explosão gigantesca do crescimento dos ministérios nacionais e estrangeiros, tanto tradicionais como as pentecostais, tem arrebatado milhões de ovelhas de uma terra que Roma até então considerava seguramente católica.

 

Nestas ilhas já não tão católicas erguem-se mais de 30 mil congregações não católicas onde se reúnem 16,2 milhões de fiéis. Assim, a Casa de Israel vivendo nas Filipinas vem sendo preparada para o dia em que a foice será colocada na seara a fim de colher o seu precioso trigo espalhado entre as nações. As simpatias por Israel começam a ser despertadas principalmente pela ação do Pastor Eddie Villanueva que preside uma megaigreja com 4 milhões de seguidores, a Senhor Jesus é a Igreja. A estes seguidores ele exorta que orem por Israel especialmente em momentos de crise lembrando que Adonay ordena que se clame pela paz de Yerushalaim. 

 

Verdade é que a idoneidade de alguns desses ministérios e de seus ministros é mais do que duvidosa, no entanto todos vem contribuindo para que as ovelhas abandonem a idolatria escancarada, o mais hediondo dos pecados de Roma e se voltem em certo sentido para as Escrituras. Estatísticas mais realistas mostram uma mudança na fé das Filipinas. Para mais detalhes sobre o esatdo atual da fé e da fragmentação do catolicismo nas Filipinas leia o nosso artigo História Moderna e Contemporânea da Religiosidade do Povo Filipino. Terminada nossa busca das tribos perdidas de Israel no país das 7.000 ilhas estamos prontos para deixar o Arquipélago num voo em direção ao subcontinente indiano onde diversos povos conscientes de sua origem israelita aguardam o momento de se voltar para Tzion enquanto outros já o estão fazendo a um bom tempo