A Ressurreição Espiritual e o Retorno de Todo o Israel à sua Terra  (Parte III)

 

Felizes os Nossos Irmãos Evangélicos que Esperam a Redenção de Israel e Oram Por Ele

 

Rosh Baruch Ben Avraham

 

Estamos felizes que o mundo evangélico, especialmente os pentecostais que são a maioria dos protestantes vejam o retorno dos judeus à sua terra como o cumprimento do plano celestial, e não como mero capricho da política internacional e entendam a necessidade de orar e abençoar a Israel com suas súplicas. A palavra de Elohim dada a Avraham foi de que seriam abençoados os que o abençoassem e seriam amaldiçoados os que o amaldiçoassem. Desde logo, o país mais poderoso do mundo, e majoritariamente protestante não se tornou poderoso por acaso, mas como resultado direto da proteção que estendeu ao povo judeu que lá vive a séculos sem ser perturbado em sua fé.

 

Lamentamos que os cristãos reformados (luteranos, calvinistas, anglicanos) e os cristãos de fronteira (cristãos no Brasil, adventistas, mórmons, testemunhas de Jeová, igrejistas do sétimo dia etc) os quais se juntam ao catolicismo em erguer a igreja do Messias em vez do Messias da igreja não consigam olhar para além da política que ditou o ressurgimento do Estado de Israel em 1948. Sentimos que jamais hajam lido a profecia para crer nela.

 

Verdade é que no Brasil a maior parte da igreja evangélica, sendo ela de orientação pentecostal passou a ver a Israel com bons olhos, a interceder por ele e a apoiá-lo na sua luta de sobrevivência contra os déspotas do mundo árabe que insuflavam seus súditos a destruir a pequena nação. As simpatias do povo evangélico pelos judeus e por Israel foram despertadas sobretudo pelo Ministério Chamada da Meia Noite fundado em 1956 por Wim Malgo (1922-1992), um missionário holandês e as revistas Chamada da Meia Noite e Notícias de Israel.

 

A Chamada da Meia Noite mantém uma editora que divulga material impresso como a revistas mensais  Chamada da Meia-Noite publicadas no Brasil desde o ano 1970 e Notícias de Israel publicadas no Brasil desde 1976. Além disso a editora já produziu centenas de vídeos com sermões, estudos e documentários sobre as origens do antissemitismo, o conflito árabe israelense, a luta do catolicismo contra os judeus e uma série de outros temas voltados sobretudo para a escatologia. Ainda que discordemos em parte do conceito Israel e Igreja recomendamos o site pela riqueza de seu acerco, pela profundidade de seus artigos e pela qualidade editorial de seus vídeos e escritos

 

Wim Malgo, era um cristão apaixonado por Israel e não tenho dúvidas de que foi levantado no século passados para despertar o amor dos cristãos pelos judeus desvirtuando séculos de bem sucedida campanha católica de ódio contra os judeus. Eu mesmo, nascido numa família adventista reformista, acostumado a ouvir que os judeus estavam sob maldição por terem rejeitado o Messias fui tocado profundamente por sua literatura quando ainda era pouco mais que um menino, isso lá por 1978.

 

Infelizmente era um  dispensacionalista como John Nelson Darby (1800-1892) e ensinava que os judeus, seriam salvos aparte da igreja, depois do arrebatamento desta. Acertou em despertar simpatias em relação ao povo judeu, mas errou em não aproximar os cristãos dos judeus, e, sobretudo em não apontar o dedo a famigerada teologia da substituição e todos os seus subprodutos. Mas ele divulgou como ninguém as profecias relativas a Israel e isso não pode ser ignorado.

 

Em consequência disso o retorno dos judeus à sua terra recebeu apoio cada vez maior dos crentes brasileiros. No entanto, nossos irmãos pentecostais precisam despertar para o fato de que as profecias relativas à aliah (retorno à terra de Israel) ainda estão em seu exíguo começo, que uma série de coisas precisa acontecer antes que todo o Israel volte.

 

É preciso que se diga que o retorno dos judeus ocorrido até agora e de alguns bene efraim vindos sobretudo da Etiópia, como é o caso dos falasha e dos falash Mura, judeus etíopes cerntes em Yeshua e dos Bene Menashe da Índia é apenas a ponta do iceberg por três motivos. Primeiro por que voltaram apenas parte dos judeus. Segundo por que os descendentes de judeus entre os gentios, a esmagadora maioria deles católicos, evangélicos, pentecostais e cristãos de fronteira são parte do povo de Israel e nem mesmo sabem disso. Terceiro por que os falash e os falash mura da Etiópia ou os Bnei Menashe da Índia que conseguiram emigrar para Israel estão muito longe de ser incontáveis como o pó da terra.

 

Grande parte dos etíopes hebreus, os Beta Avraham ainda estão na Etiópia por causa do preconceito do estado judaico contra eles por serem crentes em Yeshua.

 

Comecemos pelo retorno da Casa de Judá. Cruzando Dados da Wikipedia com os da Jewish Virtual Library estimamos a população judaica mundial em 13.421.700. Destes 42,5% ou 5.703.700 vivem em Israel, 39,3% ou 5.275.000 nos Estados Unidos, e outros 18,2% ou 2.443.000 espalhados por cerca de 90 países. Destes 17,72% ou 2.378.000 vivem em 32 países com comunidades maiores que 5 mil pessoas inclusive o Brasil onde são mais de 90 mil e 0,48% ou 65.000 por outros 56 países com comunidades que vão dos 100 judeus de Taiwan aos 5.000 judeus da Índia.

 

Mas que são estes 5,7 milhões de judeus vivendo em Israel antes os 13,4 milhões de judeus reconhecidos e que são estes 13,4 milhões ante os milhões ainda incontáveis de descendentes de judeus desconhecidos quando se sabe hoje que a presença dos judeus no Brasil remonta a seu próprio nascimento?

 

E principalmente que são os descendentes de judeus antes as centenas de milhões de descendentes das tribos perdidas, principalmente de Efraim?

 

Isso já foi mencioado noutros de nossos títulos, mas não é demais recordar que ao entrar na terra da promessa Israel havia chegado a 2,4 milhões de habitantes. Naquele dia Moshe lembrou para eles que a promessa havia sido cumprida e que eles eram então numerosos como as estrelas, mas que deveriam crescer e chegar a ser mil vezes mais numerosos.

 

“Yah vosso Elohim já vos tem multiplicado, e eis que hoje sois tão numerosos como as estrelas do céu. Yah Elohim de vossos pais vos faça mil vezes mais numerosos do que sois; e vos abençoe, como vos prometeu.” Deuteronômio 1:10-11.

 

O cumprimento dessa promessa exige que Israel alcance a fantástica população de 2,4 bilhões de pessoas, que reúna tanta gente que faça da China e da Índia pequenas nações. Na verdade, nessas grandes nações existem também milhões de descendentes de Israel, alguns reconhecem sua origem como veremos, outros ainda o reconhecerão para o cumprimento das profecias.

 

Logo, quando falamos do retorno presente dos judeus à terra da promessa, muitos deles chegados lá não por paixão pelo judaísmo ou pela santidade da terra, mas por que Adonay tornou sua vida impossível noutras terras estamos tocando apenas a parte tangível de uma promessa muito mais gloriosa. Tenho ouvido pessoas declararem que é impossível que o Eterno esteja por trás de um regresso dos judeus a Eretz Yisrael regado com o sangue de tantas vítimas entre os povos árabes, principalmente os palestinos. Estas pessoas ignoram que o povo judeu pagou um preço centenas de vezes maior com seu próprio sangue antes de proclamar o Estado Judaico em 1948, e de lá para cá teve outros 26.000 mortos.

 

Esta ideia apaixona não apenas cristãos e muçulmanos, mas também milhares de judeus ligados ao movimento “Neturei Karta” (literalmente guardiões da cidade) acreditam que a atual nação de Israel é uma aberração espiritual.

 

Os Neturei Karta crêem que a Diáspora judaica é resultado dos pecados do povo judeu, e que qualquer forma de tentar recontruir um estado judaico é uma violação da vontade de D-us (Talmude Babilônico, tratado Kesubos 111a). Os líderes do movimento também defendem que o Holocausto é uma punição divina sobre o povo judeu, principalmente pela adoção do sionismo como ideologia. O sionismo é por eles considerado como uma afronta a D-us, por ser uma tentativa humana de estabelecer um estado judaico. Os Neturei Karta defendem que os judeus devem permanecer no exílio até que este estado judaico lhes seja trazido não por homens, mas por D-us, quando ocorrer a vinda do Messias. Suas declarações de apoio aos palestinos e ao governo do Irã, assim como sua crença de que o sionismo provocou o holocausto, valeram-lhes o desafeto e a oposição por parte de diversas comunidades judaicas.

Não acredito nas teses do movimento neturei karta, as Escrituras não dizem em lugar algum que o Estado de Israel fundado por Yehoshua Ben Num a 1250 AEC, refundado por Ezra Ben Serayah em 538 AEC como estado vassalo da Pérsia e posteriormente em 164 AEC como estado soberano por Yehudah Makaby não possa ser reestabelecido antes da chegada de Maschiach como aconteceu a 14 de maio de 1948, mesmo sabendo que a ressurreição política precede à ressurreição espiritual.

 

Pelo contrário, estou firmemente convencido de que o Estado de Israel tem de estar reestabelecido e Yerushalaim tem de estar habitada por judeus antes do retorno de Maschiach. Assim a Proclamação do Estado de Israel e a vitória na Guerra de Independência em 1948, a retomada da cidade santa em 1967 durante a Guerra dos Seis Dias e a vitória na Guerra do Yom Kippur em 1973 são eventos necessários que conduzem ao cumprimento pleno das profecias bíblicas.

 

A existência de uma pequena nação cercada de tão figadais inimigos que aprendem desde a infância que destruir Israel é uma missão sagrada e que o ódio aos judeus é um dever religioso prova que a mão de Elohim tem estado a proteger essa nação, apesar de seus pecados e sua incredulidade.

 

Tudo isso não é outra coisa senão a comprovação das  profecias bíblicas que mostram que os judeus tem de voltar à sua terra antes mesmo de virem a crer em Yeshua como o Maschiach (Ungido) e o Ben Elohim. O fato de David Ben Gurion não ter sido um homem religioso não compromete em nada a profecia. Na realização de seus propósitos o Elohim de Israel usa meios, e esses meios não dispensam o emprego de judeus não religiosos, agnósticos e mesmo ateus.

Dias virão em que Yah acertará as contas com aqueles que abençoados por ele não deram a glória devida a seu nome mas atribuíram suas vitórias à sua própria e desvalida força.  A vitória de Israel em quatro sucessivas guerras, a Guerra de Independência (1948), a Guerra do Suez (1956), a Guerra dos Seis Dias (1967) e a Guerra do Yom Kippur (1973), guerras travadas com um único objetivo destruir o Estado de Israel e aniquilar os judeus que o formaram não são mais que o cumprimento do compromisso do Eterno de salvar primeiro as tendas de Yehudáh antes de fazer grandes proezas em favor do restante de Israel:

 

Também Yah salvará primeiro as tendas de Yehudáh, para que a glória da casa de David e a glória dos habitantes de Yerushalaim não se engrandeçam sobre Yehudáh. Naquele dia Yah  defenderá os habitantes de Yerushalaim, de sorte que o mais fraco dentre eles naquele dia será como David, e a casa de David será como Elohim, como o anjo de Yah diante deles. E naquele dia, tratarei de destruir todas as nações que vierem contra Yerushalaim.” Zacarias 102:7-9.

As profecias falam que os judeus têm de estar ocupando a cidade santa e antes de sofrer uma nova tentativa de extermínio que envolverá diversas nações e que por certo será comandado pelo poder islâmico.

 

A grande prostituta do deserto imagina que pode destruir Israel e impor sua paz armada se puder arregimentar muitas nações a seu lado e intimidar as demais. Assim um ocidente pasmo de medo quase tem de pedir desculpas até mesmo na hora de dar fim ao corpo de um facínora, demente e fanático como Osama Bin Laden, herói da “religião da paz”.

 

O temor dos atentados de Nova York, de Moscou, de Londres, de Madrid e de Nairobi fala mais alto. Mas como vemos o Eterno procurará destruir estas nações que lutarem contra a cidade santa, contra seu povo eleito, contra seus profetas. Quando estas nações aniquilarem o que é vil entre os judeus, também elas serão aniquiladas pela espada do Homem montado no cavalo branco.

 

Sim, estas nações ímpias contra as quais a espada de Elohim está sendo afiada precisam cumprir ainda seu papel. Precisam destruir os perversos de Israel tanto judeus como efraimitas. Breve, e ninguém sabe quando, o Eterno sacudirá a Casa de Israel em todo o mundo fazendo com que o joio seja derribado.

 

Os pecadores de Israel morrerão a espada, judeus e efraimitas que confiam em si mesmos. Então o Reino de David será reerguido das ruínas onde se encontra. Israel então possuirá as terras de Edom (Jordânia) e todos as outras que pertencem ao Eterno. remanescente de Israel, poupado da espada de Ismael e das nações confederadas pelo islã será então trazido de volta de seu exílio, será plantado em sua terra.

 

Muitos têm perguntado como Israel com 27 mil km² abrigaria tantas centenas de milhões de filhos. É preciso que se diga que a promessa é que a semente de Avraham terá uma terra que vai do Nilo ao Eufrates, muito maior que os míseros 20.700 km² do Estado de Israel. Quando a promessa de Gênesis 15:18-21 se cumprir a terra de Israel terá 387.000 km² e abrigará o grande Israel do dia de Maschiach. Ali estará seguro e com espaço para viver em paz, nunca mais pecar ou sofrer o castigo da diáspora.

“Pois eis que darei ordens, e sacudirei a casa de Israel em todas as nações, assim como se sacode grão no crivo; todavia não cairá sobre a terra um só grão. Morrerão à espada todos os pecadores do meu povo, os quais dizem: O mal não nos alcançará, nem nos encontrará. Naquele dia tornarei a levantar o tabernáculo de David, que está caído, e repararei as suas brechas, e tornarei a levantar as suas ruínas, e as reedificarei como nos dias antigos; para que eles possuam o resto de Edom, e todas as nações que são chamadas pelo meu nome, diz o Senhor, que faz estas coisas. Eis que vêm os dias, diz o Senhor, em que o que lavra alcançará ao que sega, e o que pisa as uvas ao que lança a semente; e os montes destilarão mosto, e todos os outeiros se derreterão. Também trarei do cativeiro o meu povo Israel; e eles reedificarão as cidades assoladas, e nelas habitarão; plantarão vinhas, e beberão o seu vinho; e farão pomares, e lhes comerão o fruto. Assim os plantarei na sua terra, e não serão mais arrancados da sua terra que lhes dei, diz o Yah teu Elohim.” Amós 9:9-15.

Isso nos trás de volta à questão levantada pelos naturei karta quanto à idoneidade e direito dos judeus no presente com relação à sua terra. Nada deveria ser mais claro do que a aprovação e  vontade de Elohim de que os judeus lá estejam.

 

Desde 1948 Adonay, apesar da enorme incredulidade dos judeus, lhes tem dado meios estratégicos e militares para lá permanecerem apesar das quatro guerras entre Israel e Mundo Árabe. Verdade é que a maioria dos judeus não são crentes, e que, se estivermos longe do reino messiânico, o que não acho provável eles teriam de ser tirados de novo dali. No entanto, o retorno físico dos judeus à pátrias de seus pais beneficiou muito mais ao mundo cristão do que aos judeus. Por primeira vez em 1967 na reconquista da cidade santa pelas Forças de Defesa de Israel o mundo se apercebeu que o retorno de Israel à sua terra não é uma metáfora, mas uma promessa cheia de significados literais.

 

É verdade que os judeus continuam não crendo no Messias Yeshua quando se fala de sua maioria. Isso não significa que todo o judeu é fechado.

 

Existem pelo menos 400 mil judeus por preceito haláchico que acreditam em Yeshua como Messias e como filho de Elohim. Em Israel existem cerca de cem sinagogas judaico-messiânicas. Isso além das mais de 200 congregações nos Estados Unidos e noutros países, inclusive o Brasil onde judeus crentes são líderes ou a maior parte da sua membresia. Esse é um marco significativo quando considerarmos que a apenas 150 anos não havia nenhuma sinagoga messiânica em parte alguma do mundo, e que a menos de .

 

Sim, é preciso que os crentes saibam que a conversão nacional dos judeus àquele a quem transpassaram só poderia se dar quando habitarem em Yerushalaim. A profecia deixa claro que Israel será atacado, que a população de Yerushalaim estará perplexa, e que naquele momento de desespero, quando metade dos habitantes da cidade já tiver sido arrancada da cidade relembrando aquelas marchas de morte promovidas pelos nazistas de maldita memória haverá um toque do espírito em seus corações e justamente ali serão levados a olhar ao Messias a quem transpassaram.

 

“Mas sobre a casa de David, e sobre os habitantes de Yerushalaim, derramarei o espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim a quem traspassaram, e o prantearão como quem pranteia por seu filho único; e chorarão amargamente por ele, como se chora pelo primogênito. Naquele dia será grande o pranto em YErushalaim, como o pranto de Hadade-Rimom no vale de Megidom.” Zacarias 12:10-11.

Assim, e por agora é importante que se diga que a presença dos judeus em Israel, na terra dada a seus pais não depende delas, nem de seu comportamento, nem de sua justiça e nem de seus méritos imundos, e nem mesmo de seus esforço, de sua coragem e do sangue que foi vertido dobre os montes de Israel, pois bem poderiam ter sido derrotados pelo imenso poder da Legião Árabe. Eles estão ali apenas pela misericórdia de Elohim que decidiu mover seu braço quando homens vaidosos e descrentes se reuniam naqueles congressos sionistas onde seu nome não era invocado para nada, mas apenas o orgulho da judaicidade ferida. Eles estão ali apesar de que Bem Gurion se negou a incluir Elohim na Declaração de Independência de Israel.

 

Sim, Israel nasceu como os fundadores do sionismo o desejaram, como uma nação laica, como um povo de ilonim (seculares) cujas costas estão voltadas para qualquer judaísmo além de nacionalismo cultural.

 

É um fato que Theodor Herzl, o principal ideólogo do sionismo, o homem que embalou os sonhos do retorno dos judeus à terra prometida, autor do manifesto “Der Jundestat" (O Estado Judeu) não acreditava em Moisés, em Messias ou em profetas e muito menos num Elohim por trás de qualquer escrito sagrado ou de qualquer vento da humanidade.

 

Sepultado como bom judeu, em Viena na Áustria, seu nome figura numa triste galeria que nunca deveria ter sido aberta, a dos judeus ateus. No entanto não ousamos dizer que o Criador não o tenha usado na consecução dos seus propósitos, pois ele usa quem ele quer, ateus, agnósticos, incrédulos ou crentes todos o servem do jeito que ele quiser, na hora que ele quiser e do jeito que ele soberanamente assim o determine.

 

Sim, Adonay usa a quem ele quer e embora lamentemos surpresos ao ver que tantos judeus notáveis, cientistas, escritores, filósofos, políticos e atores  devotaram suas vidas a promover a incredulidade e o ateísmo arrastando milhares em suas garras. Não ignoramos que eles foram erguidos para demonstrar que não há mérito algum no homem, e que o povo eleito ainda assim comporta em seu meio multidões de não eleitos.  Dependesse o retorno a Israel do retorno pleno dos judeus à fé e este povo ainda não teria voltado.

 

Assim, deve ficar claro que a reinserção das casas de Israel e de Judá no pacto e na terra dada a seus pais é resultado apenas da bondade do Eterno. Eles por sua incredulidade, por sua perfídia, por sua rebeldia e mesmo por seu ateísmo estão entre as nações. Mas ainda assim, para honrar seu grande nome, o Eterno que prometeu redimir a Israel entre as nações começou já fazer a sua obra.

 

Mas dessa Casa de Israel rebelde é dito que voltará para que os gentios se apercebam que Yah guarda a Israel não por seus méritos, que inexistem, mas por amor a seu grande nome, apesar de que mesmo esse nome foi desonrado por Israel entre os gentios.

 

 E as nações saberão que os da casa de Israel, por causa da sua iniqüidade, foram levados em cativeiro; porque se houveram traiçoeiramente para comigo, e eu escondi deles o meu rosto; por isso os entreguei nas mãos de seus adversários, e todos caíram à espada. Conforme a sua imundícia e conforme as suas transgressões me houve com eles, e escondi deles o meu rosto. Portanto assim diz YHWH Elohim: Agora tornarei a trazer Yakov, e me compadecerei de toda a casa de Israel; terei zelo pelo meu santo nome. E eles se esquecerão tanto do seu opróbrio, como de todas as suas infidelidades pelas quais transgrediram contra mim, quando eles habitarem seguros na sua terra, sem haver quem os amedronte; quando eu os tornar a trazer de entre os povos, e os houver ajuntado das terras de seus inimigos, e for santificado neles aos olhos de muitas nações. Então saberão que eu sou o Senhor seu Deus, vendo que eu os fiz ir em cativeiro entre as nações, e os tornei a ajuntar para a sua terra. Não deixarei lá nenhum deles; nem lhes esconderei mais o meu rosto; pois derramei o meu Espírito sobre a casa de Israel, diz o Senhor Deus.” Yezchekiel 39:23-29.