A Ressurreição Espiritual e o Retorno de Todo o Israel à sua Terra  (Parte II)

 

O Futuro de Israel Está Traçado, ele se Voltará Para Adonay Isso Para o seu Próprio Bem e Para o Benefício de Todas as Nações

 

Rosh Baruch Ben Avraham

 

O futuro de Israel está claramente elucidado. Ele há de se voltar inteira e completamente a Adonai com as duas casas, antes separadas em sua irmandade e se tornarão tornando-se outra vez um único povo na mão de Adonay.

“Naqueles dias andará a casa de Judá com a casa de Israel; e virão juntas da terra do norte, para a terra que dei em herança a vossos pais.” ” Yirmiahú 3:14-17.

Estes são fatos que normalmente os cristãos desconhecem. Lhes é sempre mais fácil e conveniente, especialmente quando tem em mente a exaltação de sua organização, de sua “igreja única”, de seu “povo remanescente”, de seu “Israel espiritual” e de seu “santuário restaurado” ler meia Bíblia. É sobejamente fácil encontrar um crente ligado a uma organização exclusivista que conheça bem a declaração do profeta Hoshea que indica a separação do Eterno em relação à Casa de Israel e o pedido para que os israelitas contendam com sua liderança:

“Contendei com vossa mãe, contendei; porque ela não é minha mulher, e eu não sou seu marido; para que ela afaste as suas prostituições da sua face e os seus adultérios de entre os seus seios” Hoshea 2:2.

O que é difícil para um crente adventista ou reformista e mesmo um evangélico é se aperceber que o alvo dessa declaração não são os judeus onde Yeshua se levantaria 700 anos depois, mas apenas a parte do povo eleito de quem o Eterno se divorciou, a Casa de Israel tal como consta em Yirmiahú capítulo 3. Custa-lhes ainda admitir que esse divórcio não é permanente, pois o mesmo Adonay que despediu esta ex mulher adúltera e infiel a levará ao deserto seduzindo seu coração com tal ternura que ela voltará seguramente  ao primeiro amor.

“Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração. E lhe darei as suas vinhas dali, e o vale de Acor por porta de esperança; e ali responderá, como nos dias da sua mocidade, e como no dia em que subiu da terra do Egito. E naquele dia, diz o Senhor, ela me chamará meu marido; e não me chamará mais meu Baal.” Hoshea/Os 1:14-16.

Assim, se Zechariah tem de representar a quebra da comunhão entre Israel e Yehudáh e o abandono temporário de Efraym que é entregue a um pastor insensato, Yechezkiel é chamado para representar uma cena completamente oposta. Isso quer dizer que o mesmo Elohim que os separou, fazendo a ferida, os unirá de novo curando a sua enfermidade. Foi para representar justamente esse fato que Adonay inspirou a seu profeta a comparecer diante de todo o povo com duas varas na mão, cada uma delas com um nome distinto, mas ambas destinadas à gloriosa reconciliação a fim de que se tornem uma só nação com um só Rosh, Yeshua há Maschiach.

Tu, pois, ó filho do homem, toma uma vara, e escreve nela: Por Yehudá e pelos filhos de Israel, seus companheiros. Depois toma outra vara, e escreve nele: Por Yosef, vara de Efraim, e por toda a casa de Israel, seus companheiros; e ajunta uma à outra, para que se unam, e se tornem uma só na tua mão. E quando te falarem os filhos do teu povo, dizendo: Porventura não nos declararás o que queres dizer com estas coisas? Tu lhes dirás: Assim diz YHWH Elohim: Eis que eu tomarei a vara de Yosef, que esteve na mão de Efraim, e as das tribos de Israel, suas companheiras, e lhes ajuntarei a vara de Yehudáh, e farei delas uma só vara, e elas se farão uma só na minha mão.” Yechezkiel/Ez 37:16-19.

 

Em suas mãos as varas não estão nem quebradas e nem separadas, mas inteiras, perfeitamente identificáveis ostentando orgulhosamente sua origem e o que é principal, elas se unem num sinal profético de que assim será alcançado o propósito final do Eterno com Israel que é a sua salvação. Hoje nos alegramos com o retorno dos judeus à pátria de seus antepassados, e não deveria ser diferente, vivemos para ver um novo Israel, moderno, poderoso e influente tal como a profecia antecipava que deveria ser a cabeça e não a cauda entre os povos. Mas isso é apenas parte da promessa. Ao determinar que o profeta que tomasse duas varas na sua mão e numa delas escrevesse “por Yehudáh e pelos filhos de Israel, seus companheiros,” e na outra: “Por Yosef, vara de Efraim, e por toda a casa de Israel, seus companheiros;” ele estava ensinando ao povo da sua época, e pelos soferim (escritos) aos povos de todas as nações e de todas as épocas que ele ajuntaria a vara de Yosef à vara de Yehudáh até que elas se façam uma só na sua mão.

 

Por isso ele determinou “ajunta uma à outra, para que se unam, e se tornem uma só na tua mão.” Logo, as duas casas de Israel hoje separadas serão reunidas como as varas afastadas se fundiram na mão do profeta para se tornarem uma só nação ante os olhos de todo o povo. A inimizade entre as duas casas hoje representada na distância que separa judeus e cristãos sinceros está para acabar.  

 

Errara, portanto o Rabi Akiva em não identificar em Yeshua o verdadeiro Maschiach e ver no impostor e mentiroso Bar Kosiba o Maschiach libertador a quem ungiu como filho de David e Rei de Israel. Esse erro não foi apenas para a sua própria perda, mas também para a perda de centenas de milhares de vidas judaicas sucumbidas na Segunda Revolta Judaica contra Roma.

 

O Rabi Akiva que se havia feito ignorante em sua sabedoria e dizendo-se mestre se fez louco não se apercebera que a um século, o homem que fora seu contemporâneo estava reunindo num só povo Efraim, Yehudáh e gentios e irmanando-os através da redenção e fé no seu sangue. Ele se enganara ao dizer que Israel era como dia de ontem que não volta mais, quando na verdade as tribos devem voltar como o amanhecer sucede à escura madrugada.

 

Akiba bem Yosef (50 -135), foi primeiro um pastor de ovelhas e depois o mais lendário rabino do período tanaíta. Analfabeto até aos 40 anos, Akiba se voltou para o estudo da Torah depois de aprender a ler, e seus discípulos lhe atribuem feitos extraordinários. Há quem diga que morreu aos 130 anos, e se esse for o caso, bem pode ter conhecido a Yeshua, e se não o conheceu certamente conheceu seus discípulos, mas ele não podia ver em Yeshua o Maschiach prometido, uma das razões é que Yeshua não pôs fim a ocupação romana e recomendou submissão aos ocupantes. Cumpriu-se em sua vida exatamente o que o Maschiach havia previsto quando disse:

 

“Eu vim em nome de meu pai e vós não me recebestes. Outros virão em seu próprio nome e vós o recebereis.” Yochanan/Jo 5:43.

 

Em cumprimento a isso, aquele que rejeitara o verdadeiro Messias ungiu Bar Kosba como o Filho de David e o seguiu na revolta contra Roma até perecer em indizíveis torturas. Um erro nunca vem só. Ao supor que o retorno das tribos perdidas já não ocorreria, e que a noite chegara para sempre sobre elas encerrando-as em trevas perpétuas ele esteve pronto para supor um reino messiânico sem a restauração das tribos de Israel à fé dos pais e sem o seu retorno físico a Eretz Israel. Uma estupidez a que os discípulos de Yeshua recusariam horrorizados.

 

Reunir a Casa de Israel e a Casa de Yehudáh para que voltem a ser um só povo tendo a ele como Rosh ou cabeça é a missão do Maschiach. Isso era claro aos talmidim de Yeshua, e se havia uma coisa que queriam saber não era se o Reino seria reedificado, mas quando. Antes dele partir para os há shamayim (os céus) tomaram coragem para lhe perguntar:

 

“Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntavam-lhe, dizendo: Adon, é nesse tempo que restauras o reino a Israel?” Atos 1:6.

         Incumbido dessa missão Yeshua disse apenas que não lhes competia saber quando isso sucederia, pois estava reservado sob a exclusiva autoridade do Pai.

“Respondeu-lhes: A vós não vos compete saber os tempos ou as épocas, que o Pai reservou à sua própria autoridade.” Atos 1:7.

Akiba deveria ter prestado atenção à profecia que falava do retorno das duas casas antes da inauguração do reino messiânico e da conversão de todos os povos ao judaísmo. Deveria, sobretudo ter se apercebido do intenso movimento de retorno ao judaísmo através de Yeshua que estava acontecendo justamente no primeiro século do qual ele era um expectador presente. Mas preferiu ignorar que a obra do Maschiach incluía primeiro a restauração da identidade espiritual da fé de Israel, depois a restauração de sua identidade nacional e por fim o retorno dos israelitas à terra que por juramento foi dada a seus pais por possessão perpétua e da qual foram arrancados como castigo, mas para retornarem triunfalmente.

 

Em certo sentido o mesmo erro tresloucado do Rabi Akiba que o levou a rejeitar a Yeshua e a consagrar um embusteiro e mentiroso como Messias prevalece ainda no judaísmo rabínico, caraíta e samaritano. Eles continuam a dizer: Se Yeshua não pôs termo ao domínio de Israel pelos romanos e ao sofrimento dos judeus e não unificou as tribos de Israel então ele não é o Messias. Argumenta-se ainda que se por causa de Yeshua e em nome dele foram os judeus perseguidos e mortos então ele definitivamente não é o Messias, o que naturalmente está muito longe da verdade.

 

A expressão “em nome do Rei”, usada pelos militares e autoridades régias ao longo dos tempos não significava que o Rei havia ordenado tal ato, mas que o poder representado por essa força era o poder do rei. Quando alguém usava essa expressão para fazer um ato que o rei não ordenou, o tal era um usurpador e podia ser severamente punido. Por outro lado, cabia ao que recebia a ordem indagar de que rei o agente estava falando, pois sua fidelidade envolvia não apenas um título, o de rei, mas um nome, Dom Afonso Henriques ou Dom Pedro II, por exemplo. O não emprego do nome correto por parte de quem pretendia atuar em nome do Rei desobrigava o súdito da obediência. Esse fato ilustra o engano de atribuir-se as perseguições anti-judaicas feitas pela Igreja ao longo dos séculos tanto à causa como ao nome do Messias.

Os judeus jamais foram perseguidos por causa do Messias, ou por haver rejeitado o Messias, mas pela dureza e maldade do coração de supostos crentes em Jesus, posto que Yeshua ao morrer os perdoou no madeiro dizendo: “Pai, perdoa-lhes por que eles não sabem o que fazem.” O Maschiach de Israel nunca ordenou a perseguição de seus detratores, pelo contrário ordenou que estes fossem amados e perdoados. Finalmente cabe dizer que ao longo das terríveis perseguições de Roma contra os judeus, estes foram convertidos à força, tiveram seus bens confiscados, foram desterrados, encarcerados, torturados ou mortos não em nome de Yeshua, mas em nome de Iesous ou de Jesus, nomes criador por Roma para denominar um Messias impostor, traidor de seu povo, amante de uma cidade que não é a cidade escolhida.

Logo, judeu nenhum jamais for perseguido nem sob a ordem e nem sob o nome de Yeshua há Maschiach, mas apenas sob a ordem de papas e prelados romanos de maldita memória e em nome de um ser mitológico que destoam tanto semântica como caracteristicamente do verdadeiro e único messias de Israel. Ora, o Messias profetizado deveria primeiro sofrer pelos pecados de Israel carregando suas iniquidades e sendo castigado por causa delas. É o que está em Yeshayhú 53 e que jamais pode ser cumprido por um Messias reinando gloriosamente como o judaísmo não messiânico espera.

Como uma semente lançada no solo, o Messias precisava morrer para que pela sua morte houvesse o germinar da grande oliveira. Assim, o Messias deveria primeiro resgatar espiritualmente a Israel pagando à justiça eterna o preço de sua redenção e só então trazê-lo de volta. Isso envolvia é claro, primeiro sua morte, depois a sua ressurreição e por fim o seu retorno em glória e majestade. e Israel e Israel e Israel e Israel e Israel e Israel Entre sua ressurreição e retorno a missão de Yeshua segue sendo realizada silenciosamente, a identidade espiritual de Israel vai sendo resgatada aos poucos.

 

Isso ocorre à medida em que as tribos perdidas e os anusim se voltam para Adonay. Depois disso se segue o resgate da identidade nacional à medida em que tomam consciência de sua ancestralidade em Avraham, Ytzchak e Yakov. Logo, virá o momento em que eles se assemelharão cada vez mais aos judeus em suas práticas e cada vez menos aos gentios em suas crenças. A distância que separa Efraim de Yehudáh já não mais existirá. Em resultado disso efraimitas e anusim passarão a se identifica e a ser reconhecidos cada vez mais como israelitas.

 

Por último, quando sua identidade nacional e espiritual for facilmente identificada e já não possa mais ser confundida com um gentio então terá chegado a hora de voltar para casa. Como um escandinavo não pode ser confundido nas ruas de Nairóbi ou um queniano no centro Berlim os ossos secos serão homens.

 

A Casa de Israel, espalhada entre as nações, morta em seus delitos e pecados, espalhada como os ossos secos no vale, imaginando-se completamente cortada de seu tronco e de seu Elohim, deveria primeiro deveria primeiro adquirir sua identidade perdida, depois reviver pelo poder da Ruach há Kodesh, e levantar-se como um exército numeroso par então voltar para sua terra a fim de que o nome do Santo de Israel seja exaltado.

 

Por meio dessa visão Yah mostrou claramente que o exílio consciente de Judá, ou pelo menos de parte dela, já que a esmagadora maioria dos anusim (descendentes de judeus da inquisição) ainda ignora suas raízes e sua origem judaica bem como a diáspora quase sempre inconsciente de Israel vão acabar. Os ossos secos do vale, deveriam antes de tudo ser cobertos pelos nervos que se conectam ao cérebro e que comandam os corpo, pelos músculos que lhe obedecem e pela pele que torna possível a plena identificação dos indivíduos.

 

Dessa forma o Eterno mostra que o ressurgimento das duas casas de Israel representada, sobretudo na perda de identidade dos Bene Efraim e dos Bene Anusim é um processo através do qual ela passa do estado de perda total de identidade ao reavivamento. Mas esse reavivamento, no entanto, não se dá instantaneamente num passe de mágica. É por isso mesmo que ninguém tem o direito de julgar seu semelhante independente do estágio em que ele se encontre. Um israelita pode estar preso ao paganismo ou ao ateísmo e inidentificável como um osso seco no vale, e ainda assim vir a ser chamado. Pode estar amarrado catolicismo misturando a adoração ao Elohim verdadeiro com o serviço aos ídolos e ainda assim já ter sido ser chamado pela graça soberana.

 

Pode estar ligado ao protestantismo negando uma das confissões mais básicas da fé, a saber; que a vida eterna consiste em acreditar que Yah é o Elohim de Yeshua e o único Elohim verdadeiro e que o Messias foi enviado, e no entanto, se crê no seu sangue estar salvo. Pode ainda acreditar que o shabat semanal vigora enquanto o shabat anual do Yom Kippur foi abolido, isso apesar de a Torah declarar que o Yom Kiipur (Dia da Expiação) é um estatuto perpétuo para todos os filhos de Israel. Ele pode declarar que faz parte da única igreja verdadeira, aquela que cruzou os séculos sem jamais cair em apostasia e que seu povo é o único e exclusivo povo de Elohim na face da terra enquanto se sentam, hoje como sempre o fizeram no passado e comem pão sem fermento durante os dias da festa dos pães sem fermento, quando isso é proibido aos filhos do povo sob pena de serem cortados desse povo. 

 

Outros grupos se vangloriam de suas imersões feitas em nome de Jesus sem considerar que apesar da boa vontade que tinham esse nome não tem absolutamente nada a ver com o nome que o anjo Gavriel anunciou aos pais do menino Messias.

 

Há organizações cristãs que a décadas abraçaram o shabat, as festas bíblicas e a dieta kashrut, mas se recusam a deixar os nomes criados por Roma para se referir ao Eterno e a seu filho. Como ignorar o progresso dos grupos ligados ao Sacred Name Movement (Movimento do Nome Sagrado) que celebram shabat e moedim (festas ou tempos apontados), mas ignoram que existe uma aliança perpétua entre Elohim e seu povo, e que essa não inclui somente o shabat, mas também a circuncisão?

 

E por último ai estão os ministérios israelitas tanto os messiânicos como os nazarenos ligados à restauração que proclamam a vigência de toda a Torah e que estão resgatando suas raízes eframitas e anusitas. No conjunto porém se pode observar uma coisa, tanto os que ainda não sabem direito o que é a Torah, como aqueles que a conhecem e a proclamam como instituição eterna, permanecem ainda incapacitados para compreender tudo, para cumprir tudo e para viver em obediência perfeita.

 

Por que há, pois tanta diferença no serviço e na adoração dos filhos de Israel espalhados entre as nações? A razão é simples, o retorno dos filhos de Israel acontece em etapas. Não é um fenômeno instantâneo que iguala a todos e que faz de todos exatamente iguais em sua fé, em sua escatologia e em suas práticas.

 

Uns ainda estão como ossos secos no vale paralisados pelo poder do pecado. Alguns já ostentam os nervos da sensibilidade espiritual e tem vontade de servir ao Criador mesmo não sabendo como cumprir suas ordens. Outros supõem que a unicidade do Elohim da Bíblia pode ser respeitada se acreditam num deus trino.

 

Para outros, a lei que importa é a dos dez mandamentos, a única com Yeshua não teria abolido como se o Maschiach pudesse por termo a alianças, mandamentos e juízos eternos. E bem, para alguns, a graça ainda se confunde com as obras e o povo com a religião. Contudo, isso está vivamente representado na figura dos ossos secos no vale que vão sendo modificados à medida Yecheskiel vai profetizando.  Observe ainda que mesmo quando os ossos se juntam a outros ossos por nervos e tendões, quando os músculos dão forma aos corpos e quando a pele devolve a identidade aos corpos, eles ainda estão sem vida.

 

 “E porei nervos sobre vós, e farei crescer carne sobre vós, e sobre vos estenderei pele, e porei em vós o fôlego da vida, e vivereis. Então sabereis que eu sou o Senhor.  Profetizei, pois, como se me deu ordem. Ora enquanto eu profetizava, houve um ruído; e eis que se fez um rebuliço, e os ossos se achegaram, osso ao seu osso. E olhei, e eis que vieram nervos sobre eles, e cresceu a carne, e estendeu-se a pele sobre eles por cima; mas não havia neles fôlego.” Yecheskiel 37:

 

É muito importante ressaltar que mesmo quando Israel retorna nessa faze, ele ainda está sem vida. O Eterno jamais revitalizará uma parte de Israel. Uma coisa portanto é sermos salvos por graça e declarados extrinsecamente santos e outra muito diferente é sermos completamente santificados e sermos considerados intrinsecamente santos e sem pecado. Como dizia um escritor cristão, esse ainda é o planeta onde todos erram.

 

No entanto, assim que a massa de Israel readquirir a sua identidade, quando a pele formosa da santidade se estampar sobre ela o Eterno fará sua última e grande obra. Ele transformará Israel para que seja conforme sua imagem e semelhança, e então, quando esse momento chegar Israel será levado à sua terra onde habitará perfeito, sem mancha e nem ruga e será uma benção para todos os povos.

 

“Então ele me disse: Profetiza ao fôlego da vida, profetiza, ó filho do homem, e dize ao fôlego da vida: Assim diz o YHWH Elohim: Vem dos quatro ventos, ó fôlego da vida, e assopra sobre estes mortos, para que vivam. Profetizei, pois, como ele me ordenara; então o fôlego da vida entrou neles e viveram, e se puseram em pé, um exército grande em extremo. Então me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eis que eles dizem: Os nossos ossos secaram-se, e pereceu a nossa esperança; estamos de todo cortados. Portanto profetiza, e dize-lhes: Assim diz o YHWH Elohim: Eis que eu vos abrirei as vossas sepulturas, sim, das vossas sepulturas vos farei sair, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel. E quando eu vos abrir as sepulturas, e delas vos fizer sair, ó povo meu, sabereis que eu sou YHWH. E porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos porei na vossa terra; e sabereis que eu, o Senhor, o falei e o cumpri, diz YHWH.”Yecheskiel/Ez 37:9-14.

 

O que declara o profeta senão que E não se trata da volta dos judeus à Israel, ou do fato de que quase a metade dos judeus no mundo estão hoje em Israel, o que não sucedia a mais de 25 séculos. A promessa não diz respeito apenas a uma parte do povo de Israel, a Casa de Yehudá e tampouco a uma parte dos judeus, mas à totalidade dos filhos de Israel das duas casas.