Multipliquem-se Como Peixes no Meio da Terra (Parte II)

 

Como a Apostasia e Queda de Israel e Sua Mistura Com as Nações os Faz Crescer Incalculavelmente

 

Rosh Baruch Ben Avraham

 

Para entendermos como Efraym se tornou o melo há goym (a plenitude dos gentios) avançaremos ao tempo de Shlomo há Melech, o Rei Salomão, sucessor de David. O Rei governava um Império vasto, recebia vassalagem de diversos reis e dominava o comércio de carros e cavalos de todo o Oriente Médio. Tinha tudo para fazer um excelente governo, mas não o fez.

 

Mas tal a medida da sabedoria de Shlomo, de sua engenharia civil e militar e de sua grandeza econômica também era a de sua fraqueza quando estava em causa o amor das mulheres. Amor que o levou à idolatria. Idolatria que foi a causa da queda da Casa de Israel.

 

E ninguém amou tantas mulheres como Shlomo, foram mil ao todo entre esposas e concubinas, nem todas israelitas, e nem todas tementes a Elohim. Disposto a agradá-las em tudo, mesmo que isso implicasse o mais detestável de todos os pecados, a idolatria.

 

Infelizmente, o homem que construiu o Templo para Adonay e que foi agraciado com a kvod de Elohim cobrindo o santuário  também erigiu altares para os ídolos das nações, queimou incenso para eles e se prostrou diante deles atraindo sobre si, sobre sua família, sobre seu reino e sobre a posteridade que o imitaria o desagrado de Elohim, um desagrado que pro causa dos pecados da geração atual ainda está sobre Israel.

 

Por causa disso o Eterno fez saber a Yaroveam, o grande estrategista de Israel que ele reinaria sobre a maior parte do reino de David. Ainda que Yaroveam não reinaria no próprio trono de David, e não se assentaria em Yerushalaim para governar todo o reino, a maior parte dele e de seus súditos juraria fidelidade a um homem que não era da tribo de Yehudáh, não era da descendência messiânica e ainda assim viria a reinar sobre dez das tribos de Israel. A divisão do reino de Israel em dois Estados ficou clara no dia que o profeta Achiyah (Aias) rasgou a capa de Yaroveam, a cortou em doze pedaços e entregou dez desses pedaços a ele. Melachim Beit/II Reis 11:29-33.

 

A fidelidade de David ao Eterno podia adiar essa hora, mas não a podia evitar. Quando o filho de David dormisse com seus pais Israel não seria mais um reino, mas dois, e a maior parte dele, dez tribos estaria nas mãos de um homem que não era da casa real. Apenas duas tribos jurariam fidelidade ao neto de David. Morto Shlomo, seu filho Rechovoam se ateve com a revolta bem sucedida de Yaraveam, general do exército de seu pai.  Yaraveam governava sobre a Casa de Yosef e as dez tribos que a circundavam.

 

Por causa disso, apesar de não ser da linhagem de David gozava de enorme prestígio popular. Pela forma justa, conciliadora e perdoadora como governou, conseguiu ganhar o coração de 6 em cada 10 israelitas. Na hora em que a maioria das tribos, cansada de suportar o alto custo da casa real salomônica, viu negado o seu pedido para que a carga tributária lhe fosse diminuída ele liderou uma bem sucedida revolta que provocou a secessão do Reino de Israel ficando ele com cerca de 70% do território de Israel e 60% da população. Isso apesar de ter assegurado a lealdade de dez das doze tribos de Israel.

 

O motivo é que naquela época a tribo de Yehudáh ainda era a mais numerosa de Israel e a promessa da multiplicação prodigiosa de Efraim ainda não se havia  cumprido, pois estava reservada para o futuro, para quando Efraim não tivesse mais compromisso com Elohim fosse tratado como se não fosse seu povo.

 

Ato seguido Yaroveam estabeleceu um reino sobre as dez tribos sediado primeiro em Sheken (Siquem) e mais tarde em Shomeron (Samaria).  Infelizmente para Israel que deveria ser castigado Yaroveam o conduziu à idolatria, o mais abominável pecado que alguém pode cometer. Por esse pecado anula-se a aliança e corta-se a relação entre o Criador e suas criaturas atraindo sobre ele os mais severos castigos. Indignos da terra que receberam para nela fazerem habitar o nome de Yah, e somente seu nome e tendo-a contaminado com os ídolos detestáveis das nações, o Eterno se indignou contra Israel fazendo-o cair ante os inimigos de onde importara seus deuses e sua religião nefasta. O resultado foi o castigou com o exílio como está escrito:

“Assim andaram os filhos de Israel em todos os pecados que Yaroveam tinha cometido; nunca se apartaram deles; até que o Yah tirou Israel da sua presença, como falara por intermédio de todos os seus servos os profetas. Assim foi Israel transportado da sua terra para a Ashur (Assíria), onde está até o dia de hoje.” 2 Reis 17:22-23.

Felizmente, porém para os gentios que estavam “separados da comunidade de Israel, e estranhos aos pactos da promessa, não tendo esperança, e sem Elohim no mundo,” (Efésios 2:11) a benção lhes chegou por conta do juízo contra o povo eleito. É que estes galhos naturais arrancados da oliveira de Israel e enxertados contra a natureza no zambujeiro gentio (as nações) trouxeram-lhes o DNA de Avraham que obriga ao Eterno, por fidelidade a seu nome e a seu pacto a abraçá-los como seu povo, razão pela qual está escrito que “onde se lhes dizia vós não sois meu povo ali se lhes dirá vós sois filhos do Elohim vivo.” (Romanos 9:26).

Como na metáfora da oliveira, este enxerto de israelitas nas nações gentílicas finalmente fará com que os galhos procedentes uma vez da boa oliveira sejam nela reenxertados para produzirem os mais excelentes frutos. O maior mal para Israel foi paradoxalmente o maior bem para as nações. Aliás, se tem uma coisa que Shaul deixa claro, é que os galhos cortados para que o gentio pudesse ser enxertado, muito mais facilmente que os gentios podem ser trazidos de volta à oliveira mãe, a sua própria oliveira, que representa a fé pura de Israel.

Esta era a única forma como um povo escolhido para ser único poderia espalhar a semente de Avraham por todas as nações beneficiando-as com um pacto que não era delas (dos gentios) e com promessas que não lhe foram feitas. Assim foi Efraym misturado a outros povos enxertando-os com a zerah (semente) de Avraham para que viesse a se tornar o melo há goym (a plenitude dos gentios). Tudo estava profetizado e determinado por Adonay para que fosse cumprida a promessa:

            “Visto que Avraham certamente está para ser le`goy gadol (grande povo) e poderoso, vêni`berechú bo kol goy hááretz (e por meio dele serão benditos todos os gentios da terra).” Gênesis 18:18.

 

E exatamente por essa razão que Shaul depois de perguntar: “Porventura tropeçaram de modo que caíssem?” responde: “De maneira nenhuma, antes pelo seu tropeço veio a salvação aos gentios, para os incitar à ciúmes.” Romanos 9:11.

Logo se há uma coisa que deveria ser clara é que Israel, apesar de sua imensa apostasia não tropeçou para que caísse, mas teve seus olhos escurecidos e suas pernas encurvadas pelo próprio Criador para que dessa maneira especial pudessem ser os gentios conduzidos ao pacto feito com Avraham e com sua semente.  Também deve ser claro que esta queda, ou endurecimento sobre Israel nunca foi completa e nem é total e nem pode ser desvinculada das profecias que já temos estudado.

Não se pode esquecer que outra previsão estava diretamente relacionada tanto com Efraym, o caçula de Yosef, como com Menasche, o seu filho mais velho. Eles deviam se multiplicar como peixes no meio da terra. 

 

Isso ficou visivelmente ilustrado através do nascimento e nomes que Hoshea deu a seus três filhos gerados de sua esposa Gomer, a filha de Diblaim. Como sabemos o primeiro foi um menino Yizreel, o segundo uma menina Lo-Chuamá (Não Compadecida) e o derradeiro foi um filho, Lo-Ami (Não Meu Povo).  Por esses três filhos o Eterno prometia vingar o sangue que Yehú em seu excesso de zelo pela verdade derramou precipitadamente no vale de Yisreel, não se compadecer mais da Casa de Israel tratando-a como a Lo-Chuamá ou não compadecida, mas apenas da Casa de Yehudá e finalmente fazer temporariamente de Israel o Lo-Ami, o não meu povo.

Ou seja, a aliança foi quebrada só em parte. As Escrituras mostram que o Eterno não se separou da Casa de Yehudá e que embora Yehudáh o tenha deixado, Yah não outorgou a ela a carta de divórcio, o Get pela qual pudesse ficar livre dos pactos feito no Sinai e em Moav.

Faz-se aqui referência ao fato de que Adonay não celebrou um único pacto com Israel no Sinai como muitos supõem. (Shemot/Ex 24:1-18, 34:28). Aquele pacto sancionado com o sangue da novilha ficou inutilizado pela infidelidade do povo ao adorar o bezerro de ouro. Ato seguido a isso Moshe quebrou as tábuas contendo as Asseret há Devarim (as dez palavras) popularmente conhecidas como dez mandamentos. Um povo pecador  como aquele não podia viver por uma lei tão estrita (embora santa, justa e boa), e assim novos mandamentos lhe foram acrescentados, inclusive o que ordena um dia por ano para gemer por seus pecados e confessá-los a fim de alcançar perdão.

Isso requereu a celebração de uma segunda aliança em Moav. (Devarim/Dt 29:1-9). Essa aliança foi feita pouco antes da entrada na Terra da Promessa, e não há indícios claros de que haja sido derramado sangue para sancioná-la tal como ocorreu na primeira vez. Sou de opinião que o sangue dessa segunda aliança é o sangue de Yeshua. Quando ele retornar então sim será realizada a aliança prometida segundo a qual Israel já não mais necessitará de perdão por que não mais pecará. Não mais necessitará de um intercessor por que falará diretamente com Elohim e terá méritos para isso. Não necessitará de um Salvador por que já estará salvo. Não mais necessitará de ensinadores, por que todos conhecerão a Adonay. (Yirmiahú/Jr 31:31-34). No presente aguardamos esta nova aliança enquanto a aliança de Moav envelhece por nossa incapacidade de a cumprirmos.

De todas as formas, devido a infidelidade gritante de Israel, devido à quebra dos pactos, Adonay lhe deu uma carta de divórcio. Mas esse divórcio foi somente em relação à Casa de Israel, e é isso que explica que 700 anos depois do exílio de Israel e 600 anos depois do exílio de Yehudáh, o maior de todos os profetas nasce em Beit Lechem (casa do Pão), nos limites da terra de Yehudáh, dentro da tribo de Yehudáh e da semente de David. Bem o Eterno é sumamente claro em demonstrar que não abandonou a Yehudáh.

 

E tornou ela a conceber, e deu à luz uma filha. E YHWH disse a Hoshea: Põe-lhe o nome de Lo-Chuama; porque não tornarei mais a compadecer-me da casa de Israel, nem a perdoar-lhe de maneira alguma. Mas da casa se Yehudáh me compadecerei, e os salvarei por YHWH seu Elohim, pois não os salvarei pelo arco, nem pela espada, nem pela guerra, nem pelos cavalos, nem pelos cavaleiros.” Hoshea/Os 1:6-7.

 

Como resultado a Casa de Israel passa a ser a Lo-Ami, Não Meu Povo. O Eterno corta assim sua ligação com ela, não a considera mais como sua, não envia mais profetas a ela, não permite que retorne mais à sua terra, não a restringe mais pela sua Torah. Israel está, pois abandonada, solta entre os gentios e destinada a ser assimilada por eles. Mas descobre-se que em meio a esse severo juízo, que bem pode ser chamado de o Get Yah le`Bet Israel (Divórcio de Yah Para a Casa de Israel), há uma benção, a benção da multiplicação para que esta Casa uma vez despedida se enriqueça de muitos filhos s se volte para ele dentre as nações como uma multidão incontável como a areia do mar.

 

“Ora depois de haver desmamado a Lo-Chuama, concebeu e deu à luz um filho. E YHWH disse: Põe-lhe o nome de Lo-Ami; porque vós não sois meu povo, nem sou eu vosso Elohim.  Todavia o número dos filhos de Israel será como a areia do mar, que não pode ser medida nem contada; e no lugar onde se lhes dizia: Vós não sois meu povo, se lhes dirá: Vós sois os filhos do Elohim vivo. E os filhos de Yehudáh e os filhos de Israel juntos se congregarão, e constituirão sobre si uma só cabeça, e subirão da terra; pois grande será o dia de Yizreel.” Hoshea 1:8-11.

 

Este é o mesmo episódio representado pelo profeta Yzchekiel quando o Eterno lhe ordena que tome em suas mãos duas varas e as exiba por separado diante do povo a fim de que esse curioso lhe interrogasse o que estava fazendo, e qual o sentido de sua ação, para logo ele lhes explicar conduzido pela ruach há kodesh que o objetivo de tal ato era indicar que nos últimos dias as duas casas de Israel seriam reunidas de novo sob o estandarte do Maschiach.

 

A família de Yakov está destinada à reconciliação. Yehudá e Yosef alimentam uma rivalidade histórica que vem desde a adolescência de seus patriarcas. Quem não se recorda do momento em que Yehudáh conspira junto com seus irmãos para matar Yosef até que lhe ocorre uma ideia mais aprazível, vendê-lo como escravo, ganhar umas moedas de prata com ele, e desfazer-se daquele que por seus sonhos imaginava-se predestinado a ser maior que todos eles?  Sim a história é muito familiar, mas no final Yosef se torna mais poderoso que Yehudáh e eles têm de se enfrentar face a face para discutir o destino de Bynyamin.

 

Ali estão os irmãos assistindo as arengas entre dois rivais em torno do destino a ser dado ao suposto ladrão do copo de adivinhações do Governador que então apenas conheciam como Sefanat-Paneach e que não reconheciam como seu irmão. Sim, por longos séculos os judeus não reconhecem seu irmão Yosef espalhado entre as nações. Nem mesmo quando este se aproxima de sua fé, lê sua bíblia, estuda sua língua sagrada, reverencia seus profetas e ama seus patriarcas.

 

Como nos primeiros dias a Casa de Yehudáh ainda vê em seu irmão Efraim apenas um “egípcio” no máximo tentando imitar seus modos.

 

No entanto, como no passado Yosef salvou sua família, trazendo-a de uma terra inóspita e sem proteção para o refúgio de uma nação poderosa então sob seu governo, assim Efraim recebeu nos Estados Unidos a 2 milhões de judeus entre 1881 e 1924.

 

Efraym e Yehudá ainda não estão plenamente reconciliados, e por vezes, como se verá, os filhos de Yosef estão entre os mais acérrimos inimigos do Estado de Israel, especialmente no Oriente Próximo. Mas como no cartão postal de 1900 onde judeus americanos acenam para judeus russos sob a proteção da águia americana essa reconciliação já começou e irá em aumento até que sejam um só povo. A profecia marca esse momento de forma clara quando diz:

 

“E afastar-se-á a inveja de Efraim, e os adversários de Judá serão desarraigados; Efraim não invejará a Judá, e Judá não oprimirá a Efraim.”Yeshayahú/Is 11:13.

 

Pelo menos essa reconciliação poder ser notada num dos braços de Efraim, os Estados Unidos que usaram várias ocasiões para demonstrar que estão com Israel a começar pelo acolhimento que deram aos judeus sefarditas que deixavam as terras alemãs, holandesas e britânicas ainda nos séculos XVII e XIV. Logo depois vieram a apoiar com todas as suas forças políticas a partilha da Palestina decidida naquela histórica sessão Assembleia Geral das Nações Unidas presidida pelo gaúcho Osvaldo Aranha em 29 de novembro de 1947 e que resultou no nascimento de Israel em 1948.

 

Ignorem ou não os judeus, o mundo sabe que se o Presidente Harry Truman não tivesse exercido a pressão necessária à partilha que terminou dando origem ao Estado de Israel proclamado na meia noite de 14 de maio de 1948 e reconhecido pelo Governo dos Estados Unidos à meia noite e onze minutos não teria sido aprovada. De lá para cá, Yosef, o grande irmão do ocidente tem ajudado Yehudáh com todas as suas forças fazendo do Medinat Yisrael (Estado de Israel) o destinatário da maior parte de toda a ajuda externa americana.

 

De fato, de 1949 quando os Estados Unidos reconheceram Israel de Jure, ou de fato, até o ano 2010 a ajuda norte-americana ao país ultrapassa os 109 bilhões de dólares sem incluir a atualização monetária (inflação). Esta é a ajuda direta, no entanto os custos da ajuda indireta, somando-se as guerras, as armas não vendidas aos árabes para não desequilibrar o poder no Oriente Médio, os custos com o petróleo que aumentaram devido ao apoio americano a Israel e tudo o mais  ultrapassam os 3 trilhões de dólares. 

 

Assim, enquanto Efraim se multiplica por todos os lados, também as diferenças que separam judeus e gentios, Efraim e Yehudáh diminuem sob o impacto da melhor compreensão das profecias o que pode ser melhor avaliado em nosso capítulo Sionismo Cristão – Yosef Abraça e Salva a Yehudáh. No entanto, a pesca milagrosa avançará até que todos os verdadeiros peixes multiplicados no meio da terra sejam trazidos de volta pela rede da bessorat, ainda que nem todos os peixes sejam bons. Yeshua como qualquer judeu conhecia as leis de kashrut que definem qual o tipo de peixe que é bom para o consumo e qual aquele que não é. Ele usou isso para representar os que são pescados pela bessorat.

 

Da mesma forma quando um reprovado é enredado pelas malhas da rede do evangelho não importa o que se faça o único que se pode dizer é: “Aquele que é injusto, continue sendo injusto; e aquele que é imundo, continue sendo imundo.” Apocalipse 22:11. O destino dos vasos da ira é sempre a imundície. 

 

A rede de pesca que apanha uma traíra (Hoplias malabaricus) é também a rede que apanha um bagre (Liposarcus multiradiatus). Assim, se dá também com a bessorat que apanha tanto aqueles que são eleitos como também os reprovados.

 

Os peixes bons são tanto os descendentes de Yakov como os goym nele enxertados e que foram eleitos para a kovd olam (glória eterna) e os peixes maus são os mesmos homens que estão destinados por suas maldades à danação e ira perpétua. 

 

“O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam. Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí haverá choro e ranger de dentes.” Matytyahú/Mt 23:47-50. 

 

A pregação da bessorat encontra filhos de Israel de todas as estirpes. Assim temos no Paquistão e Afeganistão os Pashtum que declaram ser filhos de Israel e não obstantes odeiam aos judeus, odeiam a bessorat, odeiam o Yeshua revelado nas Escrituras. Nada disso deveria nos impressionar, tanto por que o tempo da grande colheita ainda não chegou como também por que nem todos os filhos da carne são filhos da promessa.

 

Yishmael não era o filho da promessa de Avraham, mas Ytzchak e Esav não era o filho da benção de Ytzchak e Rivika, mas Yakov. Logo a redenção não se considera por direito de sangue, ainda que Israel é a nação eleita, o povo adquirido e o sacerdórcio real. Já Shaul dizia que a palavra de Elohim não falhou apesar da resistência de alguns, pois nem todos os de Israel são israelitas.

 

“Não que a palavra de Elohim haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas; Nem por serem descendência de Avraham são todos filhos; mas: Em Ytzchak será chamada a tua descendência. Isto é, não são os filhos da carne que são filhos de Elohim, mas os filhos da promessa são contados como descendência.” 
Romanos 9:6-8

Quem quer que estude a história de Israel e do judaísmo saberá que ao longo do tempo, além dos perversos da própria nação, o povo judeu agregou muitos que vieram ao judaísmo, não por verdadeira conversão, mas por interesses escusos ou por pressão das armas, como quando centenas de milhares de edomitas engrossaram subitamente o judaísmo ou quando tribos árabes se converteram antes da era islâmica. Em ambos os casos descendentes de povos hostis a Israel.

 

Quantos deles existem ainda hoje dentro do judaísmo não se sabe, e quantos deles contribuíram para que o judaísmo seja esse sistema moribundo não se sabe, mas é provável que sejam muitos judeus sejam filhos de Edom. Por esse motivo urge entendermos que o Eterno separa uma parte de Israel, o remanescente, e que essa parte se há de revelar nos acharit yoamim como a benção do mundo.  Esse será nosso próximo tópico.