Um Nome Misericordiosamente Preservado

 

Rosh Baruch Bem Avraham

        

Como parte do movimento de restauração somos plenamente a favor não só do banimento de todos os nomes de origem pagã para se referir ao Eterno e a seu filho como ao uso dos nomes corretos, na língua kasher, que é o hebraico bíblico. Uma nota do Wikipedia simples, mas muito interessante pode ser citada aqui:

 

 “A forma capitalizada do termo Deus quanto o diminutivo, que simboliza divindades, deidades em geral, tem origem no termo latino para deus, divindade ou deidade. Português é a única língua românica neolatina que manteve o termo na forma original com o final do substantivo em "us", diferentemente do espanhol dios, francês dieu, italiano dio e do romeno, língua que distingue Dumnezeu, criador monoteísta e zeu, ser idolatrado. O latim deus e divus, assim como o grego διϝος = divino descendem do Proto-Indo-Europeu deiwos = divino, mesma raiz que Dyēus, a divindade principal do panteão indo-europeu, igualmente cognato do grego Ζευς (Zeus). Na era clássica do latim o vocábulo era uma referência generalizante à qualquer figura endeusada e adorada pelos pagãos. A palavra Deus (latim) traduz-se para o inglês god que continua desde o inglês antigo god (guþ, gudis em gótico, gud no escandinavo moderno, God em neerlandês, e Gott no alemão moderno), que deriva do proto-germânico *ǥuđán.” Wikipedia, a Enciclopédia Livre. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Deus_%28palavra%29)

        

         Bem, isso explica por que uma palavra tão universal como Deus, usada tão inocentemente pelos santos no Messias precisa ser repensada, e gradativamente posta de lado em favor de Elohim. Logo, proclamar a restauração gradual dos nomes sagrados faz parte de nossa obra. Temos empreendido essa missão basicamente desde o início dessa obra a cerca de oito anos atrás. Entretanto temos repetido sempre que nosso ministério é o do ensino e não o da censura, é o da instrução e não o do julgamento. Bem sendo assim, com amor e ternura trago esse tema complexo para essa obra sobre o Israelismo Britânico.

 

         Como crentes em Yeshua passamos a maior parte de nossas vidas chamando-o pelo nome greco-romano de Jesus e a seu pai pelo nome Deus derivado da religião indo-persa. Entretanto vimos como o Eterno em sua bondade atendeu nossas preces e nos chamou a sua graça. Não temos dúvida alguma de que não há salvação em outro nome, que o Eterno estabeleceu redimir a seu povo, todos os que são chamados pelo seu conselho através do nome de Yeshua há Maschiach. Nesse nome, muito antes de surgir os nomes gregos e romanos criados para difundir a mensagem pregavam os discípulos e nele faziam milagres. Está claro que não há outra pessoa, e não há outro nome.

“Seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Yeshua há Maschiach, o nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Elohim ressuscitou dentre os mortos, nesse nome está este aqui, são diante de vós. Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta como pedra angular. E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos.” Atos 4:10-12.

 

         Uma pergunta então se faz necessária: Pode o Eterno salvar aqueles que lendo suas bíblias chamam seu filho por outro nome, em vez daquele que foi dado por meio do anjo a Miriam? Bom, é claro que ninguém é salvo por nomes que o Eterno não se apresentou a si mesmo e nem deu a seu filho. O nome que salva é Yeshua ou as Escrituras estariam erradas.

        

         Mas é preciso levar em conta que a misericórdia do Altíssimo estabeleceu que os homens fossem salvos por misericórdia e não por conhecimento. Somos salvos pela palavra de Elohim, pela sua pronunciação que diz: “Ainda que esteja no teu sangue vive. Sim, ainda que estás no teu sangue vive.” Não somos salvos por nossas próprias palavras e pela forma de nossa pronúncia.

 

         É em nome de Yeshua que significa salvação que o Eterno redime a seu povo e é por amor de seu próprio nome que ele o faz. Na sua longa noite de trevas e rebeliões a Casa de Israel não tem feito outra coisa senão profanar o nome do Eterno no meio das nações para onde foi enviada. E não obstante a isso vem sendo salva, apensar de haver profanado o nome do Há Kadosh Baruch Hu.

 

“E, chegando às nações para onde foram, profanaram o meu santo nome, pois se dizia deles: São estes o povo do Senhor, e tiveram de sair da sua terra. Mas eu os poupei por amor do meu santo nome, que a casa de Israel profanou entre as nações para onde foi. Dize portanto à casa de Israel: Assim diz YHWH Elohim: Não é por amor de vós que eu faço isto, o casa de Israel; mas em atenção ao meu santo nome, que tendes profanado entre as nações para onde fostes.” Ezequiel 36:2-22. 

        

         Não há fato mais claro do que isso. Israel não é salvo pelo que faz, nem mesmo pelo uso no nome do Eterno, que sistematicamente tem profanado, mas pelo amor que o Eterno tem à glória de si mesmo, de seu grande nome. Particularmente tenho visto que mesmo entre ferrenhos defensores do nome de Yeshua, aqueles que não conhecendo o caráter de Elohim para nada a ponto de dizerem que todos os que não invocam seu nome em hebraico estão perdidos, muitas vezes eles se referem ao Eterno, que é maior que Yeshua pelo nome pagão “Deus”. Se eu os julgasse pela forma como julgam nossos irmãos cristãos chamando-os “deuistas” como chamam os demais pejorativamente de “jesuítas” não os ajudaria em nada.

 

         Acho que o único caminho correto a ser seguido aqui é ensinar, ensinar e ensinar, com amor e com paciência. Adonay teve misericórdia de nós, nos chamou a ele, à sua graça e à sua santidade quando não sabíamos nada destas coisas. Se sendo seus servos o vimos perdoar uma grande dívida, por que não perdoaríamos a dívida de nossos conservos?

        

“Sucede com o Reino dos céus o mesmo que com um rei que quis ajustar contas com seus servos. De início, trouxeram-lhe um que devia dez mil talentos. Como não tivesse com que pagar, o senhor deu ordem para que o vendessem, bem como sua mulher, seus filhos e tudo o que possuía, em pagamento da dívida. Atirando-se-lhe então aos pés, o servo, prostrado, lhe dizia: ‘Tem paciência comigo, e tudo te pagarei’. Tomado de compaixão, o senhor deste servo deixou-o partir e lhe perdoou a dívida. Ao sair, este servo encontrou um dos seus companheiros, que lhe devia cem moedas de prata ele o agarrou pela garganta, apertando-a a ponto de estrangulá-lo, dizendo: ‘Paga o que deves’. Então o companheiro atirou-se-lhe aos pés e suplicava-lhe: ‘Tem paciência comigo, e te pagarei’. Mas o outro não só recusou, como mandou trancafiá-lo na cadeia, até que pagasse o que devia. Vendo o que acontecera, os seus companheiros ficaram profundamente contristados e foram informar o senhor de tudo o que sucedera. Então, mandando-o vir, o senhor lhe disse: ‘Servo mau , perdoei toda a tua dívida, porque mo tinhas suplicado. Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro, como eu mesmo me compadecera de ti?’ E, cheio de cólera, seu senhor o entregou aos verdugos, até que pagasse tudo o que devia. Assim vos tratará meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão do fundo do coração." Matytyahú/Mt 18:23-25.

 

O Nome de Yeshua, o Filho de Yah do Original às Nações

Língua

Escrita

Transliteração

Hebraico

 עושי

Ieshua

Congolês

Yesu

Iesu

Árabe

عیسیٰ

Izá

Kurdo

Îsa

Iza

Esloveno

Ježiš

Iesis

Igbo

Jisọs

Jisos

Italiano

Gesù

Jesú

Vietanamita

Giêsu

Jiesu

Yoruba

Jésù

Jesu

Ysishosa

Uyesu

Uiesu

Asturiano

Xesús

Chesus

Inglês

Jesus

D`sus

Grego

Ιησούς

Iesus

Russo

Иису́с

Iesus

Holandês

Jezus 

Iesus

Polonês

Jezus

Iesus

Sueco

Jesus

Iesus

Tagalog

Hesus

Resus

Espanhol

Jesus

Resus

Português

Jesus

Jesus

         Naturalmente estas pessoas esperam ser salvas por misericórdia, o que também creio que acontecerá. Mas a misericórdia vai além. Somos salvos, não pelo que fazemos, mas pelo que Yah é, grande em perdoar e em suportar seu povo. E ao ensinar os demais precisamos ter em conta o longo tempo em que Adonay nos suportou, apesar de que ainda não tínhamos restaurado o uso dos nomes sagrados. A Palavra ainda precisa ser seguida:

 

         Na verdade, aqueles que julgam a salvação dos demais em virtude de não terem feito as coisas certas, são eles mesmos pessoas infelizes que ainda não descobriram a graça e a bondade do Criador.

 

         Preciso dizer isso, preciso que meus irmãos evangélicos, talvez feridos pela forma desapiedada como a questão do nome do Maschiach chegou a seus olhos através de um folheto ou a seus ouvidos por meio de uma pregação, de um debate, reinvestiguem o assunto, não em virtude do mensageiro (homem), mas do ator da mensagem (Elohim).

 

         É fácil constatar que nomes próprios não se traduzem, que Barack Hussein Obama não recebe um nome nos Estados Unidos, outro no Japão e outro ainda no Brasil. Bem, seu nome Barack em Suahili, a língua oficial do Quênia, a terra de seu pai significa abençoado, e bem ele é um homem abençoado. O primeiro negro a se eleger presidente da nação mais poderosa que o mundo já conheceu. No entanto, nem por isso Lula ou Dilma o chamam de Abençoado.

         Por que Barack continua a ser chamado assim no Brasil, na China ou na Indonésia? Porque nomes próprios não se traduzem. Ora, Yeshua significa salvação na língua de seu pai e de sua mãe, na língua dos profetas e na língua dos anjos.

 

         Não é de estranhar que não apenas não traduzimos o nome de Yeshua para Salvador, mas que ainda o tenhamos pronunciado de acordo com a língua grega que não era a sua e que fez seu nome aproximar de Zeus, o deus supremo do povo grego? Não é de estranhar que à medida que percorremos as nações ele passa de Yeshua, o nome que o anjo mandou que lhe fosse dado para Iesu em congolês, Isá em árabe, Iesis em esloveno, Iesus em grego, russo, alemão Jisos em Igbo, Resus em espanhol, D`zus em inglês, Jesu em italiano e Jesus em português? Bem, essas são perguntas que não paramos para fazer. Temos sido apenas sinceros em seguir a corrente. Se kardecistas, rosa-cruzes, umbandistas, católicos, protestantes, pentecostais, batistas, testemunhas de Jeová, mórmons e adventistas juntos abençoam o nome de Jesus, e ninguém discute sua autoridade imaginamos que tem de ser assim até o dia em que ouvimos dizer que em hebraico é Yeshua. Sei que estou tocando num ponto muito sensível, e sinceramente gostaria que vocês ouvissem minha oração agora: E oro:

 

         “Oh, pai, senhor do céu e da terra, permita-me tocar o coração dos meus irmãos para com a necessidade de restaurar o nome de teu filho sem que eles se ofendam, sem que eles considerem isso algo sem importância já que a tua palavra diz que não há outro nome dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos e que tu o exaltaste soberanamente e lhe deste um nome que está acima de todo o nome, para que ao nome de Yeshua há Maschiach se dobre todo o joelho no céu e na terra. Queiras o Bendito de Israel tocar teus filhos para que se apercebam que o nome que será erguido sobre todas as nações não é o de um árabe chamado Izá, de um espanhol chamado Resus, de um italiano chamado Jesu, ou de um brasileiro chamado Jesus. Não permitas que eles acalentem sua consciência com o argumento de que o nome não é importante enquanto elevam orações num nome que tu não consagraste, enquanto entoam hinos e louvores num nome que não lhe concedeste. Amén v`amén em nome de Yeshua há Maschiach, o nome que erguestes acima de todo o nome.”

        

Amados pastores, pastoras e missionários. Nossa missão não é julgar vossa sinceridade e relacionamento com Elohim e muito menos o dele com vocês. Nossa missão é ajudar em vosso desejo de avançar no rumo da restauração de forma a que cada um saiba por que Elohim é preferível a Deus e Yeshua é preferível a Jesus. Vocês, como servos de Adonay desejam de todo o coração se afastar de tudo o que foi inventado pela velha e decrépita senhora de Roma. Logo, quando se aperceberem que tais nomes substituíram os verdadeiros, se voltarão para os verdadeiros.

 

         Sabemos que isso não será tarefa fácil. Nossa alma está acostumada com os nomes das nações. Nossas igrejas e nossos ministérios nos ensinaram a amar o Elohim de Israel e a seu filho, mas não souberam nos ensinar a amar seus nomes. Não houve na esmagadora maioria dos casos culpa ou maldade nisso. As próprias versões da Bíblia que eram disponíveis até pouco tempo no Brasil nem mesmo nos ajudavam a pensar de forma diferente. Nesse sentido o Novo Testamento Judaico primeiro e a Bíblia Judaica depois editada pela Editora Vida se constituíram na primeira e grande ferramenta que Elohim dispôs para restaurarmos pelo menos em parte os nomes mais importantes, ainda que a palavra Deus foi mantida na maior parte dos casos. Também isso deve ser visto como uma preparação para uma maior kasherização (purificação) dos nossos lábios.

 

         Quase cem por cento dos crentes atuaram até agora como nós no passado. Aprendemos e assim ensinamos que o nome de Deus era tão santo que nem mesmo devia ser tomado em vão, isso apesar de termos sido ensinados que havia uma multidão de deuses gregos, romanos, celtas, indianos etc. que não deviam ser temidos. Bem, éramos meninos, amávamos como meninos, falávamos- como meninos. Nem mesmo nos apercebíamos que a palavra Deus não faz parte das línguas originais das Escrituras (hebraico e aramaico) e que o anjo Gabriel não ordenou a Yosef que chamasse o menino de Jesus, palavra que não teria qualquer sentido profético em sua língua, mas Yeshua, Salvação, por que ele salvaria seu povo dos pecados deles. Matytyahu/Mt 1:21. 

 

         Bem, gostaria de dizer-lhes que deixar de orar em nome de  Jesus foi um desafio difícil para a maior parte de nós que estamos restaurando seu nome original. Imagino que não será diferente para vocês. No princípio pode parecer que estamos renegando o Messias abraçando um novo Ungido, mas nada disso é verdade, pelo contrário, estamos conhecendo melhor a nosso Messias e nos dispondo a deixar os apelidos pelos quais o Pai bondosamente nos aceitou cientes de que ele tem um nome e uma identidade hebraica e judaica.     

 

         É ainda provável que seus irmãos se ofendam com sua “atitude fanática” em deixar de orar em nome de Jesus ou de ler esse nome na Bíblia e o substituir pelo nome hebraico. Elohim não queira que seja assim, no entanto, Yeshua profetizou que um dia seríamos odiados de todas as nações por causa de seu nome. Esperemos que o Brasil não seja essa nação, que o Brasil seja israelita. Mas se não for o caso estejamos preparados. Por último, não impomos isso a ninguém, apenas oremos para que o entendam.

        

         Uma palavra mais sobre a questão. Tenho ouvido integrantes do movimento do nome sagrado dizer que as pessoas não estão sendo salvar por não conhecerem o nome correto. Não posso concordar com atitudes realmente fanáticas. Estamos aqui para despertá-los em amor e simpatia pela verdade e não em temor de que sois salvos por obras, por que senão a graça já não é graça. Uma coisa é despertar os crentes ao dever de melhor servir aquele que os salvou honrando seu nome e o nome que ele deu a seu filho, nome que aparece nos escritos originais, tanto hebraicos como aramaicos, ainda que Roma nos vendeu a mentira quase universal de que a Brit Chadashá foi toda escrita originalmente em grego, e outra coisa é ignorar a graça que nos salvou apesar de nossos deméritos. Bem sobre os originais pergunte a si mesmo: Você é um judeu, mora na província que os romanos chamavam de Judéia, a língua de seus pais é o aramaico e a língua do Templo é o hebraico. Então lá vem Paulo ou Apolo e lhe escreve uma epístola aos hebreus em grego? Afinal a epístola é para gregos da Grécia ou para hebreus da Judéia? Essa é uma pergunta que não quer calar.

 

         Mas bem, se há salvação no nome do senhor como podem os crentes das nações terem sido salvos se Roma substituiu o nome de Yah por Kurios e o de Yeshua seu filho por Jesus, e o fez de forma tão magistral que os crentes podem até jurar que o anjo Gavriel chegou a Yosef e lhe disse: Lhe porás o nome Jesus? Para responder isso recorramos aos profetas. Nos surpreenderemos com o amor de Elohim pelos gentios chamados por seu nome. Muito tempo antes de estender seu chamado à Casa de Israel para que voltasse e aos gentios para que se convertessem a ele o grande Elohim de Israel prometeu por meio do profeta: E há de ser que todo aquele que invocar o nome de YHWH será salvo.” (Yoel 2:32).

 

A pergunta é: Como poderia essa promessa se cumprir se até mesmo os judeus a quem foram confiados os oráculos em sua apostasia deixaram de pronunciar o nome do Eterno? Aqui há um maravilhoso segredo. Por todo o lado, em todas as línguas e em todos os dialetos há uma palavra que não pode ser apagada e esta palavra é הַלְלוּיָהּ Halleluyah. Louvem a Yah.

 

Paraguaios e brasileiros, ingleses e indianos, japoneses e coreanos, etíopes e sul-africanos. Enfim, todos os povos da terra sobre os quais quis o Eterno que brilhasse a luz da bessorat, ainda que o chamem muitas vezes pelo nome dos ídolos ou deuses das nações erguem sua voz em uníssono e sob a condução da ruach há kodesh, quase sem saber por que dizem: Halleluya! Louvem a Yah! Quem já não se emocionou ao ouvir o som de Aleluia de Georg Friedrich Händel (1685-1759) o célebre compositor alemão naturalizado britânico cuja religiosidade embora não pareça fortemente definida lhe permitiu escrever compor para católicos, luteranos, calvinistas e anglicanos? 

 

Não fosse pela presença da palavra Jesus, certamente não inspirada no coro dos anjos, dir-se-ia que sua música estava além da perfeição humana. Atrevo-me a corrigi-la para que alcance o resultado que aqueles para quem brilha a luz da meschudesh possam apreciá-la em todo o seu valor. Mas antes de tudo recordo, que através de sua letra uma vez mais cumpriu-se a promessa do Eterno de que seu nome seria conhecido em toda a terra e por todos os povos.

O Reino deste mundo
Já passou a ser do nosso Senhor
E de seu Maschiach, e de seu Maschiach
E Ele reinará para sempre
E Ele reinará para sempre
Rei dos Reis (Pra sempre e sempre, Hallelu Yah, Hallelu Yah)
E grande Senhor (Pra sempre e sempre)
Rei dos Reis (Pra sempre e sempre, Hallelu Yah, Hallelu Yah)
E grande Senhor (Pra sempre e sempre)
Rei dos Reis (Pra sempre e sempre, Hallelu Yah, Hallelu Yah)
E grande Senhor (Pra sempre e sempre)
Hallelu Yah,
Hallelu Yah,
Hallelu Yah,
Hallelu Yah,
Hallelu Yah,
Hallelu Yah,

Hallelu Yah é a palavra que une os crentes de todas as matizes. Tem sido cantada por judeus tradicionais e judeus caraítas, por judeus messiânicos e judeus negros, por israelitas nazarenos e por  israelitas britânicos, por cristãos católicos e por cristãos evangélicos, por protestantes históricos e por pentecostais, por cristãos de fronteira e por cristãos separados. Aqui está a senha universal daqueles que estão sendo salvos e redimidos. A composição cuja letra encantou e emociona multidões a 250 anos testifica do poder invencível da palavra traduzida e levada a quase todos os povos do mundo. “Todo o que invocar o nome de Yah será salvo.”

 

Isso é um milagre, o milagre da chesed, por que a palavra é mencionada apenas 24 vezes no Tanach, mas pronunciada dezenas, centenas ou mesmo milhares de vezes em cada culto e em cada serviço de louvor. Este é um dos cerca de 1000 mandamentos dados depois de Moshe que tem sido cumprido universalmente, apesar das muitas profanações da Casa de Israel.

 

בָּרוּךְ יְהוָה אֱלֹהֵי יִשְׂרָאֵל מִן הָעוֹלָם וְעַד הָעוֹלָם וְאָמַר כָּל הָעָם אָמֵן הַלְלוּ יָהּ:

Baruch YHWH Elohey Yisrael mim há`olam vê`ed há`olam vê`amar kol há`am amen haleluyah

Bendito seja YHWH, Elohim de Israel, de eternidade em eternidade! E diga todo o povo: Amém. Louvai a Yah.” Tehilim/Sl 106:48.

 

         Não tenho aqui o desejo de passar a impressão de que alguém é salvo simplesmente por cantar Aleluayah de Händel ou por pronunciar emocionalmente a palavra. Um ateu pode cantar essa música com tanta maestria que pode fazer chorar até mesmo o mais empedernido dos descrentes e pode dar a impressão de que ele foi elevado ao céu em espírito.         

 

         O que estou afirmando é simplesmente que o Eterno abriu um caminho para que mesmo em período de trevas e apostasia, pessoas sinceras possam invocar seu nome com o coração, mais do que com os lábios em resultado de haverem sido remidas. Essa é a obra maravilhosa da graça que nos salvou não segundo as nossas próprias obras. HalleluYah.

 

Quando afirmo que a redenção de Israel se baseia unicamente na chesed ou misericórdia pela qual o Eterno entende sua chem ou graça imerecida a seu povo pecador, e que ele determinou uma forma para que os que não conhecendo o nome de seu filho escondido pelos gentios ou a plenitude de seu nome esquecida pelos judeus não é para justificar o uso do que é indevido.

 

Quando descobri que a palavra Deus não é oriunda da palavra sagrada, que jamais foi pronunciada pelos profetas, sendo antes de origem pagã, achei que era ora de não usá-la mais, pelo menos nas minhas liturgias. O mesmo se refere a palavra Jesus. Quando descobri que Iesous foi criada apenas por motivos políticos, por uma comunidade que fraquejando em sua fé original, voltou a andar nos caminhos de Efraym baseada apenas no propósito de atrair rapidamente as massas gentílicas acostumadas com o seu Zeus, a abandonei definitivamente. Estou convencido de que a santidade de uma palavra não é determinada nem mesmo por seu uso universal, mas por aquele que santifica as coisas. E bem, se é aquele que santifica as coisas que dá valor a uma palavra, a decisão é dele. 

 

Ora, o Eterno deu um dia de repouso a Israel, e através do profeta lembrou-lhes a causa de por que deveriam tonar esse dia santo em suas vidas. “Santificai os meus sábados para que saibais que eu sou Yah que vos santifica.” Ezequiel 20:20. Se o Há Kadosh Baruch Hu não santificou o domingo como dia de guarda não há decreto da terra ou do inferno que torne esse dia mais sagrado que qualquer outro. Ele jamais será shabat.

 

Isso deveria ser suficiente para nos lembrar que não há uso ou decreto no mundo que tenha tornado a palavra Deus uma palavra santa. Ela não se tornou santa por que os pagãos a usaram para a consagrar a seus ídolos e por que passaram a ter grande reverência por ela.

 

Se o Ha Kadosh Baruch Hu (O Santo Bendito Seja ele) não a santificou ela é apenas uma palavra usada pelos gentios para nominarem os seu ídolo luminoso que era comparado ao Dia, daí a palavra Deus.